A periferia precisa de atendimento, de apoio, de consideração junto ao idoso, ao carente, ao necessitado. Não vamos culpar o governo por baixo salário, não temos aumento salarial por sete ou oito anos. Por não sermos reconhecidos por nossos serviços, não é por isso que somos obrigados a cruzar os braços e só ficar reclamando da falta de recursos. Médicos, policiais militares, advogados, enfim, toda profissão é um sacerdócio. Para formar um advogado é necessário estudar, ler muitos livros, e para trabalhar, para exercer a profissão, precisa pensar. Portanto, é uma dívida que nós temos com o nosso semelhante, contribuinte e cidadão. É uma dívida com quem nunca freqüentou uma sala de aula. Precisamos levar informações ao necessitado da periferia, que não sabe onde fica o Pronto-Socorro Municipal. É um compromisso que nós temos. Um agradecimento especial à senhora Maria Lúcia Alves, voluntária exemplar, assídua nos atendimentos, ótima acadêmica de Direito. É de fundamental importância sua presença, que direito previdenciário, por não ser matéria curricular nas faculdades de direito, sua experiência com mais de 20 anos prestando serviço no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), sua companhia é primordial, porque são as perguntas mais comuns na sociedade periférica. Prestigiemos, também, o idealismo, o trabalho, o talento e a humildade do jovem Juscelino André de Lima. César Augusto Gimenes Carrilho, companheiro, parceiro, prestamos nossas homenagens, por estar sempre atuante e prestativo nos atendimentos e eventos do Projeto Direito e Denúncia. O amor ao próximo precisa continuar. Devemos prosseguir com quatro requisitos fundamentais: trabalho, humildade, talento e honestidade. Em nome do presidente Edson Roberto Reis, nossos sinceros agradecimentos e felicidades. Deus ajude a todos.
Cícero J. A. Scarpelli - OAB/SP 163848