Pesca & Lazer

História de Pescador: Tá nervoso? Vai pescar!


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“Tá nervoso? Vai pescar, ora bolas! Perceberam a terapia? Mas é “verdade verdadeira” meus amigos. Como acalma e alivia o estresse uma boa pescaria, não é mesmo? É uma pena que as circunstâncias não nos permitam programar grandes pescarias. A distância dos bons locais de pesca e os gastos altos dificultam sobremaneira a prática desse nobre “esporte”.

Hoje não vou contar nenhuma “história fantástica”, mas para não perder o costume, vou narrar a aventura deste simples pescador que, impossibilitado de partir para as grandes pescarias, fez uma incursão maravilhosa pelos pesqueiros da região.

De manhã bem cedo comecei com a expectativa de pescar um peixe nobre: como num “Sonho, Dourado” de grande porte caiu no meu anzol! Que maravilha! Fui para outro pesqueiro! Fisgada certeira, um enorme pacu! A linha esticada, vibrava ao vento, fazendo um som esquisito assim: “Zuim Zuim Zuim”.

Tentando novas emoções, fui pegar uma piapara linda, com a permissão “Do Paulinho”, dono do pesqueiro. A danada me cansou demais! Parti para outro lugar aprazível. Nesse novo pesqueiro, eles cuidam dos peixes como se fossem animais de estimação. As varas trazem gravadas no bambu amarelado a oração de “São Francisco”. Partindo para mais um pesqueiro, fiquei encantado com tamanho zelo pela saúde física e mental dos peixes. Por lá, eles possuem zootécnicos e até psiquiatras, pois é grande a quantidade de “Pexe-Loco” nos tanques.

Para descontrair, já que a pesca estava uma “loucura”, convidei uma amiga minha, muito bonita, para me acompanhar até o próximo pesqueiro. Quando chegamos, alguns jovens pescadores não seguraram o entusiasmo diante da beleza da moça e fizeram “Fiu-Fiu “! Fui obrigado e recolher a traia, só pra não dar uns “cascudos” na moçada. Já mais calmo, procurei outro local de pesca.

O proprietário tinha terminado de alimentar os peixes . “É melhor não sonhar em pegar muitos exemplares, pois eles acabaram de comer “, advertiu-me o simpático senhor. Foi assim que não fiquei nervoso e mantive o “Pé no Chão”. Sem pegar nada, fui embora. O dia já caminhava para o seu final, mas ainda tive tempo de passar por mais dois lugares maravilhosos. Imaginem o modernismo dos locais.

No primeiro, existem orelhões com “identificador de chamadas” na beira dos tanques. É o famoso “Vó Bina”. Você “detecta” o peixe, antes de tirá-lo da água, não é fantástico? No outro pesqueiro e o último que visitamos, a tecnologia se faz presente. É incrível, mas existe, montado num quiosque bem na entrada do pesqueiro, um caixa eletrônico 24 horas. Na placa se lê: Bem-vindos e “Sakai” à vontade! Não consegui pescar nem sacar, pois o peixe “engoliu” o anzol e a máquina “engoliu” meu cartão magnético. Tá nervoso? Vai pescar!”

Fernando Lucilha Júnior é bancário aposentado, pescador, contador de histórias e corintiano fanático, muito embora, por coerência e afinidade, deveria torcer para o "Peixe"!

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