O arquiteto Jurandyr Bueno Filho elogia a iniciativa da administração municipal de convocar o debate para a elaboração do novo Plano Diretor. Mas ele avalia a necessidade de uma revisão permanente nos projetos agregados ao plano. O arquiteto foi o responsável pelo primeiro Plano Diretor de Bauru, elaborado no final da década de 60, na gestão do ex-prefeito Alcides Franciscato.
“Durante os 15 anos que ficamos na prefeitura, fazíamos um Plano Diretor todos os dias. Trata-se de um processo de administrar a cidade, sempre orientado por um planejamento global que deve ser revisto diariamente. Caso contrário, fica um trabalho utópico, um livro no qual se diz que a solução é essa ou aquela”, opina.
Jurandyr sugere que seja realizado um check-up da cidade. “Nós não sabemos mais o que é Bauru. Precisa se levantar as carências, as deficiências, a parte de água e esgoto. Depois disso pronto, estabelece-se as políticas de prioridades de atendimentos”, diz.
Na coordenação do primeiro Plano Diretor, o arquiteto lembra que a Prefeitura de Bauru firmou convênio com o Departamento de Planejamento Urbano da Universidade de São Paulo (USP).
“Eu havia feito um estudo sobre a cidade, mas o que prevaleceu mesmo foi a experiência do dia-a-dia, com a qual fui entendendo Bauru. Após tomar noção do que era a cidade, criamos o Distrito Industrial, os projetos de fundo de vales. Foi aí que nasceram as avenidas Nações Unidas e Nunos de Assis.”