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'Dança' das notas dificulta análise

Luciana La Fortezza
| Tempo de leitura: 1 min

Não foi apenas a quantidade de cursos avaliados com o conceito C que aumentou de um ano para o outro entre as seis universidades de Bauru. Também subiu o total de cursos com nota A. Neste ano, dos 36 cursos de ensino superior oferecidos na cidade, seis conquistaram conceito máximo e 17 obtiveram avaliação razoável, ou seja, 16,5% e 47%, respectivamente. Em 2002, o índice era de 12,5% e 44%.

Apesar da “dança” de conceitos suscitar curiosidade, o próprio Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), que divulgou os conceitos, informa que os resultados do Provão não permitem uma comparação de um ano para outro.

“Os dados mostram que o A de um curso de engenharia civil, em 2002, era de 33,7 pontos, mas, em 2003, o mesmo A exigiu uma média 50. Com isso, o A de um ano equivale ao C do ano seguinte”, explica o relatório.

Por essa razão, a conclusão do documento é que os conceitos são inadequados para orientar políticas educacionais e a sociedade, incapazes de direcionar ações administrativas das instituições de ensino e insuficientes para ranquear cursos.

Para a professora Virgínia Farha, que atuou por três anos no Ministério da Educação (MEC), esse reconhecimento do Inep pode ser interpretado como sendo o resultado de uma avaliação que não mediu adequadamente objetivos propostos para uma educação de qualidade.

“Também pode significar que os propósitos educacionais não estão definidos para garantir uma boa formação”, conclui ela, alertando que não havia tido acesso à avaliação.

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