O grupo bauruense Trovadores de Natal se apresenta hoje, às 20h, em frente à Casa do Papai Noel, localizada na Praça Portugal. A entrada é gratuita.
Idealizada pelo Jornal da Cidade, a casa foi construída pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senai), dentro da campanha Natal Tamanho Família - Tudo Pra Todo Mundo, que tem o patrocínio da TIM Celular, Sukest, Aiello Urbanismo, Transurb e Flag Petróleo e o apoio da 96FM e da Prefeitura Municipal de Bauru.
O repertório é composto por, serestas e além delas, temas natalinos “Natal Branco” e “Noite Branca” e as músicas “Canção da América” e “Noite do Meu Bem”. De acordo com a maestrina Karen Tavano, que coordena o grupo, a escolha pelas canções retrata o clima de amor e fraternidade do Natal. “A proposta é sempre levar uma música de amor e outra de amigo, além de canções de época, no caso, duas de Natal”, explica.
Existente há um mês, o grupo é formado por dez integrantes, que se uniram justamente com a proposta de cantar músicas natalinas. Além de Karen, fazem parte dos Trovadores do Natal: Douglas Tavano, Marilza Tavano, Benê Aguiar, Magda Bruschi, Angelo Cazzeta, Sueli Devides, Ricardo Amantini, Denise Amantini e Juliana Naves.
Tendo como ponto alto a apresentação de vozes afinadas, o show conta ainda com arranjos inspirados em ritmos antigos de seresta. “Algumas canções tem uma pequena introdução feita por flautas e violões”, destaca Karen.
Segundo a maestrina, o objetivo do grupo é resgatar a figura do trovador. “Ele leva uma mensagem de alegria e paz e vai embora, ele sempre passa. Nossa idéia é essa: cantar e deixar no ar o clima das músicas”, revela Karen, ressaltando que os cantores estarão caracterizados com roupas da década de 40 a 60.
• Serviço
Apresentação do grupo Trovadores de Natal hoje, às 20h, em frente à Casa do Papai Noel, localizada na Praça Portugal. A entrada é gratuita. Quem quiser visitar a casa, pode doar voluntariamente um quilo de alimento não perecível ou um brinquedo, que serão entregues às entidades assistenciais de Bauru.
____________________
Gênero romântico
A seresta jamais representou uma atividade isolada no contexto musical do País. Ao contrário, se relaciona intimamente com outras manifestações musicais. O estilo escolhido para músicas de seresta pode ficar a critério dos apreciadores, mas o que predomina é a linha melódica romântica. Vários ritmos podem ser identificados na seresta, entre eles a modinha tradicional, a canção romântica, o lundu (lundu-canção), o samba-canção e o choro.
Durante os séculos 16 e 17, o que se ouvia em termos de música no Brasil era constituído, além dos cânticos religiosos, pelos cantos de danças dos rituais indígenas e africanos, e pelas cantigas dos europeus colonizadores.
Os cantos indígenas costumavam ser acompanhados por instrumentos de sopro, como flautas e apitos. Nos cantos dos africanos, eram utilizados tambores, atabaques, marimbas e palmas. A música dos europeus, por sua vez, ainda continha ecos dos gêneros medievais: serranilhas, xácaras e romances.
A influência desses gêneros, relacionada à mistura de raças e formação de novas classes se mostrou expressiva a partir de meados do século 18, e foi representada pelas modinhas e lundus. A modinha passou a ser cultivada nos salões por compositores eruditos, desde que o mulato carioca Domingos Caldas Barbosa a divulgou em Portugal em meados do século 18.
Nessa época, as composições ganharam as ruas ao som de violões e seresteiros anônimos. A partir daí, grandes poetas românticos, no Rio de Janeiro, como Laurindo Rabelo, Gonçalves de Magalhães, Casimiro de Abreu e Gonçalves Dias passaram a compor e musicar versos seguindo o gênero seresta.