• Lote extra
Depois de algumas confusões na semana passada, a Receita Federal está preparando um presente de Natal aos contribuintes que precisam de um dinheiro a mais no final do ano. Está programada para o próximo dia 23 a consulta ao lote extra de restituições do Imposto de Renda 2003 (ano-base 2002). A data não foi confirmada, mas técnicos da Receita informaram que a data foi escolhida para coincidir com o Natal.
• Recursos
O lote extra, que terá 1,2 milhão de declarações do IR 2003 com direito a restituição, será pago no dia 30 deste mês. A correção será de 13,34% referente à variação da taxa Selic de maio a novembro, mais 1% de dezembro. Neste ano a Receita deve atrasar o pagamento das restituições de 2003 por falta de recursos financeiros. Todas deveriam ter sido pagas até o dia 15, data de liberação do sétimo e último lote.
• Malha fina
Ainda não se sabe se o lote extra também terá declarações com imposto a pagar ou com saldo zero, ou seja, sem imposto a pagar ou receber. Os contribuintes que ainda não receberam a restituição de 2003 só ficarão sabendo se entraram na malha fina da Receita quando for liberada a consulta ao lote extra, prevista para o dia 23. A consulta poderá ser feita no www.receita.fazenda.gov.br
• Cheque especial
A taxa média do cheque especial caiu de 8,29% em novembro para 8,20% neste mês, segundo constatou uma pesquisa realizada pelo Procon-SP divulgada ontem. Esta foi a oitava queda consecutiva na taxa de juro desta modalidade de crédito. Com a redução de dezembro, a taxa de juro do cheque especial atingiu o menor patamar desde janeiro de 1995, quando a pesquisa do Procon-SP começou a ser realizada.
• Taxas
A Associação Comercial de São Paulo (ACSP), junto com entidades como Anfavea e Febraban, deve encaminhar até o fim do ano uma proposta ao Ministério da Fazenda sugerindo medidas para reduzir o spread bancário (diferença entre a taxa de captação e a taxa de juros cobrada dos clientes). A queixa é de que, embora os juros básicos estejam em queda, no final as alterações seriam pouco perceptíveis.
• Imóveis
Conforme já havia adiantado em passagem por Bauru no início deste mês, o presidente do Sindicato da Habitação de São Paulo (Secovi-SP), Romeu Chap Chap, anunciou ontem que a entidade prevê a retomada nos negócios imobiliários em 2004. A expectativa do Secovi é de que o número de imóveis comercializados na Capital paulista no período seja de 10% a 15% superior ao registrado ao longo deste ano.