Polícia

Ambulante é morta dentro de casa

Da Redação
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A vendedora ambulante Dulcinéia de Castro Roberto, 50 anos, foi assassinada dentro de sua casa, no Núcleo Gasparini. Até o início da noite de ontem, o Instituto Médico Legal (IML) ainda não havia divulgado a causa da morte, mas a mulher foi estrangulada com um fio de videocassete e apresentava ferimentos na cabeça. O corpo foi encontrado por volta das 13h30 de ontem.

O delegado Carlos Creppe Júnior, do 2.º Distrito Policial, diz que estão sendo investigadas todas as hipóteses possíveis para o crime - de motivo passional a latrocínio (matar para roubar). O caso também está sendo investigado pela Delegacia de Investigações Gerais (DIG). A vítima vivia sozinha e tinha dois filhos - um mora no Japão e outro, em São Paulo.

O padeiro Samir Castro Sorrean, 35 anos, sobrinho da vítima, disse que, aparentemente, nada da casa foi levado. “Passei na casa dela a caminho do trabalho e achei o portão e a porta da sala abertos. Entrei, a chamei e ninguém respondeu. Entrei no quarto e ela estava na cama com o fio no pescoço”, relata.

O carro da vítima estava na garagem, inclusive com a barraca e os produtos para pesca e brinquedos que ela vendia em uma banca na área central da cidade. Sorrean conta que Dulcinéia costumava guardar dinheiro em casa, mas não quantias muito altas. “Ela já foi assaltada duas vezes e por isso não ficava com muito dinheiro em casa”, lembra.

Márcia da Silva Galvão, que mora ao lado da casa da vítima, afirma que não ouviu nenhum barulho estranho entre a noite de anteontem e a manhã de ontem na residência ao lado. “Ela era uma pessoa que se dava com todo mundo, não tinha problemas com ninguém. Acordava cedo, ia trabalhar e só voltava no final da tarde”, frisa.

Dulcinéia foi a quinta mulher assassinada neste ano em Bauru. A última vítima foi a massagista Marta Karem Glanert, que foi baleada na casa em que morava e trabalhava, no dia 2 de outubro. Ela morreu no hospital, dias depois. Três pessoas foram presas acusadas de envolvimento no crime, inclusive o único beneficiário de vários seguros de vida que ela possuía, num total de R$ 3 milhões.

O assassinato anterior, em agosto, vitimou a doméstica Maria de Fátima Arruda, 44 anos, que morava no Jardim Ouro Verde. Ela foi encontrada morta no Núcleo Fortunato Rocha Lima, com um corte profundo no pescoço. Em abril, a doméstica Maria Anatalia da Silva Pimentel, 20 anos, foi morta no quintal de sua casa, no Parque das Nações, com três tiros.

A auxiliar administrativa Márcia Aparecida de Lima Silva, 28 anos, foi outra vítima de assassinato neste ano em Bauru. Ela foi achada morta com um corte profundo no pescoço em um dos quartos de sua casa, no Núcleo José Regino (Bauru 25).

O caso continua sendo investigação pelo 4.º Distrito Policial.

O delegado Dinair José da Silva diz que ainda não haver pistas do autor do crime. “Pretendemos fazer uma reconstituição para tentar esclarecer pontos obscuros do caso”, diz.

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