Bairros

População quer mais centros comerciais

Thaís da Silveira
| Tempo de leitura: 2 min

Quem não desfruta do privilégio de ter um centro comercial perto de casa geralmente defende a instalação de novas lojas e outros estabelecimentos no bairro em que mora.

É o caso do arquiteto Ívan Barros Silva, morador do Núcleo Geisel. Ele conta que o bairro oferece pequenas lojas que atendem às necessidades básicas de quem mora por ali. Não são suficientes, entretanto, para suprir toda a demanda da comunidade.

“Não dá para falar que não tem. Tem pequenas e variadas lojas, mas não é como no Centro. Poderia ser um pouco melhor”, avalia.

Perto da casa do arquiteto tem padaria, farmácia e loja de materiais de construção, por exemplo. Mas não há um bom mercado. “Tem um mercadinho pequeno. Não é suficiente para o bairro inteiro”, afirma.

Dadas as circunstâncias, Ívan vai ao Centro com freqüência. “Vou ao Centro quando preciso de algo que não tem no bairro. A gente precisa, mas aqui não tem. Mas a maioria das coisas a gente acha aqui mesmo, perto de casa”, destaca.

Segundo Ívan, um dos problemas de comprar no Centro é o deslocamento. “Eu gostaria que fosse ampliado o comércio do bairro e que fossem trazidas para cá outras atividades comerciais. Com certeza seria um bem”, frisa.

Ele ressalta, entretanto, que para ter seu comércio ampliado, o bairro precisa de mais infra-estrutura. “O bairro tem que estar preparado para receber mais trânsito, mais movimento de pessoas. Precisaria de uma estrutura geral maior, como vias alargadas, calçadas para os pedestres”, sugere.

Claudete Beguini da Silva, moradora do Jardim Cruzeiro do Sul, também gostaria de ter mais lojas à disposição perto de casa. Como não tem essa opção, ela faz suas compras de Natal no Centro.

Claudete trabalha fora de casa o dia todo e diz que um comércio local amenizaria o problema de falta de tempo. “Eu prefiro o Centro porque tem poucas opções perto da minha casa. Eu adoraria que tivesse no meu bairro, pela facilidade.”

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