Política

Nilson desapropria áreas para Savoy

Rita de Cássia Cornélio
| Tempo de leitura: 2 min

O prefeito Nilson Costa (PTB), através de um decreto publicado na edição de ontem do Diário Oficial do Município, desapropriou uma área de aproximadamente 23 mil metros quadrados na zona sul para a interligação da avenida Getúlio Vargas com a alameda Octávio Pinheiro Brisolla. A desapropriação, anunciada durante a entrega oficial da duplicação da avenida Getúlio Vargas, ontem, vai favorecer a instalação do megashopping que o Grupo Savoy pretende construir em Bauru.

O Diário Oficial do Município com o decreto da desapropriação foi entregue ao representante do Grupo Savoy, arquiteto Sylvio Mergulhão, que participou da inauguração da Getúlio. A área desapropriada será utilizada para obras do fluxo viário que o empreendimento deve gerar.

O assessor do Gabinete do prefeito, Roberto Rufino, prevê que as obras devem começar no início do próximo ano. “O grupo Savoy aguardava a publicação do decreto com a confirmação da desapropriação para dar o pontapé inicial nas obras da interligação”, afirma.

As obras serão 75% financiadas pelo Savoy e 25% pelo Município. “O Grupo Savoy vai formatar o projeto e dar início às obras. A prefeitura vai ficar, praticamente, só com a mão de obra”, diz Rufino.

Para possibilitar a interligação das duas vias que darão acesso ao megashopping foram desapropriados 24 lotes inteiros ou parciais, todos localizados na Vila Regina. Segundo Rufino, o sistema viário terá duas pistas para fluxo de veículos. “Com o sistema viário construído, o próximo passo é a instalação do megashopping”, comenta.

As avaliações das terras desapropriadas foram feitas por especialistas de três imobiliárias da cidade, sob a coordenação da Associação dos Administradores e Corretores de Imóveis de Bauru (Aciba), que vai negociar com os proprietários dos terrenos o valor a ser pago.

Paisagismo

O trecho duplicado da avenida Getúlio Vargas, entre as quadras 17 e 25, já estava liberado ao trânsito há mais de um mês, embora faltasse finalizar o canteiro central, as calçadas e o paisagismo das rotatórias, adotadas pelas empresas Aiello Urbanismo, Fortpav, Cerimar e Escola Guedes de Azevedo.

A duplicação da Getúlio, com galerias pluviais, guias, sarjetas e asfalto, custou aos cofres públicos em torno de R$ 1 milhão. A obra era uma reivindicação antiga dos moradores da região, especialmente daqueles que moram nos residenciais Paineiras e Samambaia e que sofriam com a falta de galerias no período de chuvas.

Renato Sênis Cardoso agradeceu a duplicação em nome dos moradores da zona sul. “Foi um desafio para atual administração, que conseguiu êxito em atender ao pedido dos moradores”, diz.

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