Saúde

Hábitos também afastam doenças

Sabrina Magalhães
| Tempo de leitura: 2 min

Dependendo do destino da viagem, o indivíduo pode ficar exposto a diversas doenças infecciosas contra as quais seu organismo não tem qualquer tipo de imunidade. Além dos fatores já mencionados de acomodação e condições sanitárias do local, o risco também varia conforme o comportamento do viajante.

O controle dos alimentos e da água já elimina boa parte deste risco, como hepatite A, cólera e febre tifóide. O uso de preservativos também evita as doenças sexualmente transmissíveis, entre elas a aids, a hepatite B e a sífilis.

Olhar atento e andar cuidadoso são fundamentais para prevenir picadas de animais peçonhentos (cobras, escorpiões e aranhas). Quando o acidente ocorre, a vítima tem que ser encaminhada rapidamente ao pronto-socorro. A gravidade varia conforme o tipo de veneno, o local da picada e a condição de saúde da pessoa.

Mesmo os animais não peçonhentos precisam ser mantidos à distância, segundo o médico infectologista Marcelo Pesce Gomes da Costa. “A família vai passear num parque ou zoológico e a criança leva uma mordida de sagüi, é preciso procurar um posto de saúde para tomar a vacina anti-rábica. E assim acontece com várias outras espécies e zoonoses”, comenta.

Outra fonte de contaminação muito comum são os mosquitos. A melhor conduta contra eles é o uso contínuo e de repelentes. Também recomenda-se que a pessoa mantenha portas e janelas fechadas entre o entardecer e o amanhecer - período de maior atividade dos mosquitos.

Entre as principais doenças transmitidas por insetos destacam-se a febre amarela, a dengue, a malária e a doença de chagas. Não existe vacina para nenhuma delas e todas podem matar.

De acordo com a OMS, a malária é considerada a pior delas, pois é endêmica em aproximadamente 100 países do mundo, por onde circulam mais de 125 milhões de viajantes internacionais por ano.

“Existem dezenas de situações que podem interromper suas férias antes da hora. Planejar bem uma viagem é a melhor forma de prevenir transtornos”, encerra o médico.

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