Economia & Negócios

Resgate de jóia cresce em dezembro

Gilmar Dias
| Tempo de leitura: 2 min

Uma jóia de valor sentimental não tem preço. Ainda mais se ela tiver sido penhorada para salvar uma situação financeira momentânea. Em Bauru, a liberação do 13.º salário faz aumentar a procura pelo resgate de jóias penhoradas na agência central da Caixa Econômica Federal (CEF). A informação é do gerente da instituição financeira, Hélio Yoshiaki Ota.

Segundo ele, durante o mês de dezembro foi registrado um aumento de 77% na procura pelo resgate de jóias trocadas, momentaneamente, por dinheiro. No período de 1 a 23 de novembro, a agência da CEF efetuou 272 operações de resgate contra 483 no mesmo período deste mês.

Para Ota, os números mostram que as pessoas que firmaram operação de penhor no decorrer deste ano ficaram mais cautelosas ao receber o 13º salário. Ao invés de gastar todo o dinheiro com as tradicionais compras de fim de ano, decidiram reservar uma parcela para resgatar a jóia na CEF.

Mas essa situação, na opinião do gerente, vai se alterar a partir do início do mês que vem. Os tradicionais pagamentos de impostos - como o Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) e o Imposto sobre Propriedade de Veículos Automotores (IPVA), além de materiais escolares dos filhos - pressionam novamente a procura pelo penhor de jóias.

Operação simplificada

A agência de Bauru da CEF fecha o ano com 5,6 mil operações de penhor realizadas. De acordo com Ota, a procura por esse tipo de empréstimo rápido - exclusivo da Caixa Econômica Federal - aumenta ano a ano. A grande vantagem é que o cliente não precisa de avalista, a principal dificuldade na contratação de empréstimos em instituições financeiras privadas.

Basta o interessado levar a jóia - ouro ou brilhante não brutos - até a agência. A avaliação é feita na hora. A pessoa pode levar até 80% do valor avaliado logo após a assinatura do contrato. O prazo de pagamento varia de 28 a 84 dias, prorrogável por tempo indeterminado desde que, ao final do período contratado, os juros sejam pagos.

Subsidiados, os juros cobrados pela CEF são de 2,47% ao mês até o valor de R$ 300,00. Acima disso, a aplicação é de 3,12%. Mesmo assim, é vantajoso em relação ao juro aplicado pelo mercado, que oscila de 5% a 5,5% ao mês.

Se por um lado há pessoas interessadas no penhor para fazer dinheiro rápido, sem complicações, também há aquelas que optam pela operação financeira apenas por questões de segurança.

Esse perfil de cliente é bastante significativo em dezembro e janeiro, meses de férias e período de viagens mais prolongadas. Para evitar surpresas desagradáveis ao retornar das férias, Ota conta que muitos clientes firmam o contrato de penhor para guardar as jóias nos cofres da Caixa Econômica Federal.

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