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Conselho quer retirar crianças das ruas

Diego Molina
| Tempo de leitura: 2 min

Para retirar das ruas cerca de 67 crianças e adolescentes e oferecer-lhes atividades durante o dia e auxílio a suas famílias, o Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente planeja pôr em prática em fevereiro o projeto Nenhuma Criança na Rua. As entidades que se inscreverem para a iniciativa atenderão as crianças e adolescentes de acordo com sua faixa etária, no período oposto ao da escola.

De acordo com a presidente do conselho, Maria Moreno Perroni, a iniciativa nasceu depois da pesquisa realizada pela Faculdade de Serviço Social da Instituição Toledo de Ensino (ITE) que apontou a realidade dos menores que vivem ou estão nas ruas de Bauru.

“Queremos tirar as crianças das ruas, e com o programa, encaminharemos crianças de 4 a 17 anos, meninos e meninas, de acordo com a faixa etária, para entidades sociais. Elas permanecerão na escola em um período do dia e fazendo atividades no outro”, explica.

As famílias destas crianças e adolescentes também seriam beneficiadas, com a participação em programas de geração de renda e bolsa-auxílio. “Elas receberiam uma bolsa do conselho de R$ 60,00 e mais uma cesta básica no valor de R$ 40,00”, diz Maria Perroni.

As crianças e adolescentes seriam divididos nas entidades de acordo com a idade, de 4 a 11 anos, de 12 a 15 anos e de 16 a 18 anos. “Na pesquisa da ITE, encontramos 67 crianças e adolescentes. Acredito que quatro ou cinco entidades seriam suficientes para abraçar o projeto e atendê-las”, afirma a presidente do conselho.

O projeto foi elaborado pela professora da Faculdade de Serviço Social e conselheira da entidade, Egli Muniz. Ela explica que as crianças e adolescentes serão divididos para facilitar e aprofundar os trabalhos adequados com a idade. “Para as crianças, propomos uma série de atividades socioeducativas, recreativas e de trabalhos complementares à escola. Tentaremos garantir a freqüência escolar e apoio para o sucesso nas aulas”, justifica.

Os adolescentes seriam orientados e encaminhados a cursos profissionalizantes. “Também é necessário mexer nas famílias porque, na pesquisa, as crianças revelaram que seus pais estão desempregados, e o que elas ganham nas ruas, levam para ajudar a família. Elas precisam daquele recurso. O projeto pretende envolver a todos para garantir subsistência e geração de renda”, afirma Egli Muniz.

Uma das iniciativas seria a família assinar um termo de adesão e responsabilidade, comprometendo-se a manter a criança na escola e a participar do projeto, nas atividades e cursos.

O projeto também prevê a atuação de profissionais junto a menores que trabalham como guardadores de carros nas regiões de maior movimento de Bauru, como o Centro e proximidade do Calçadão, Altos da Cidade, avenidas Getúlio Vargas e Nações Unidas. São os Educadores de Rua, que acompanhariam os adolescentes além da entidade e da escola.

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