Economia & Negócios

Trocas de presentes movimentam lojas

Rose Araujo (com Patrícia Zamboni)
| Tempo de leitura: 3 min

O que se comemora no dia 26 dezembro? Nada, mas entre os comerciantes, esse dia vem sendo chamado de dia internacional da troca. “A maioria dos clientes está tentando trocar os presentes ganhos no Natal”, afirma o gerente de uma loja de calçados, Edilson Aleixo.

Segundo ele, os vendedores estão acostumados a essa situação e procuram tratar o consumidor tão bem quanto na hora da venda. “Faz parte do sistema de atendimento. Não é só vender, tem que colaborar caso o presente não dê certo”, afirma.

Ele destaca também que muitas pessoas que procuram o estabelecimento para realizar a troca acabam gastando um pouco mais e levando outro produto. “É mais uma oportunidade para vender”, ressalta.

Nas lojas de eletrodomésticos, o produto que mais tem troca são os celulares. “Tem gente que veio no dia 24 para trocar, mas não conseguiu por causa do movimento da loja”, explica o gerente de um estabelecimento do ramo, Júlio César Ceará.

A secretária Celis Mara Dias adquiriu dois aparelhos de telefone celular, um para presentear e outro para uso próprio. O que ela ofertou não apresentou problemas, mas o que comprou para ela mesma precisou voltar para a loja. “Estava com um defeitinho no visor”, destaca.

Ela diz que não encontrou dificuldades para realizar a troca. “Foi fácil, embora a gente sempre precise ficar esperando um pouquinho.”

Ao lado dela, no mesmo balcão da loja, estava o aposentado José Cardoso dos Santos. Ele havia comprado um rádio-gravador com CD e procurou a loja para trocá-lo. “Dei esse rádio de presente para mim mesmo e o CD não tocou. Vim para levar outro”, frisa.

A gerente de uma loja de confecções localizada no Centro da cidade, Suzana Gomes Castro, ressalta que, no dia 26, a maioria dos vendedores trabalha para fazer trocas. “Mas há ainda algumas pessoas que adquirem presentes de Natal atrasados”, diz. Segundo ela, há muitas pessoas de fora circulando pelo comércio nessa época.

O policial militar Ricardo Bessa, por exemplo, mora em São Paulo e aproveitou a estadia na cidade para trocar a bermuda que ganhou de presente de Natal dos pais.

De uma forma geral, os lojistas sempre procuram atender aos pedidos de troca de presentes feitos pelos consumidores, principalmente nesta época do ano. Mas de acordo com o Código de Defesa do Consumidor (CDC), os estabelecimentos comerciais não têm o dever de trocar uma mercadoria se ela não apresentar defeito de fabricação.

“Na verdade, as trocas acabam sendo regidas pelo mercado. A possibilidade da troca deve ficar acordada já no momento da compra, registrada na nota fiscal, para que não haja problemas depois. Se isso não tiver sido feito, vale a conversa e o bom senso de ambas as partes”, diz o coordenador do Procon em Bauru, Sílvio Orti.

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Bons resultados

O presidente da Associação Comercial e Industrial de Bauru (Acib), Cássio Carvalho, diz que as vendas do Natal no comércio central superaram as expectativas dos lojistas. Segundo ele, na média geral em todos os setores os resultados foram positivos.

“O setor de eletroeletrônicos vendeu muito bem neste final de ano, cerca de 20% a 30% a mais do que no mesmo período de 2002. Nos demais segmentos, como vestuário, calçados, jóias e semijóias, ótica, entre outros, o aumento médio no volume de comercialização ficou na faixa de 10%. Todos os números foram positivos e nos surpreenderam”, observa Carvalho.

Mesmo assim, segundo ele, a boa performance do comércio no mês de dezembro - e mais especificamente nos últimos dias antes do Natal- não teria sido suficiente para compensar o desempenho ruim ao longo do ano, principalmente no primeiro semestre. “Não compensou, mas já mostra que a tendência para 2004 é de recuperação e de vendas em alta”

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