Jaú - O delegado Edmilson Marcos Bataier, titular de Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Jaú (47 quilômetros a Leste de Bauru), aguarda o resultado de um exame de balística para poder indiciar Fábio Rogério Ribeiro, 21 anos, o Pavãozinho, pela morte do calçadista Alex Luiz Rogato, 19 anos.
Segundo Bataier, o acusado confessou, na presença de sua advogada, ter sido o autor do disparo que matou o calçadista. O exame seria apenas uma prova concreta da autoria do crime.
Rogato morreu no último dia 15 de novembro com um tiro na cabeça. O crime aconteceu na avenida Ana Claudina, uma das mais movimentadas da cidade e um tradicional ponto de encontro de jovens nos fins de semana.
O projétil que foi mandado para o Instituto de Criminalística, em São Paulo, estava alojado no crânio da vítima. Ele foi retirado após a exumação do corpo do calçadista a pedido da polícia.
O objetivo, segundo Bataier, é saber se a bala foi mesmo disparada pela arma que está apreendida e que supostamente teria sido usada no crime, uma Taurus calibre 32.
A arma foi apreendida no dia 14 de dezembro, em posse de Edson Aparecido Alves Júnior, 19 anos, que pertenceria à mesma gangue de Pavãozinho, que está preso temporariamente desde o dia 19 de novembro.
Em seu depoimento, o principal suspeito teria dito ao delegado Bataier que atirou em Rogato porque foi agredido e por saber que o grupo rival também tinha uma arma.
Essa segunda arma também foi apreendida pela polícia. Embora ela tivesse sido acionada, os tiros falharam, segundo informou Bataier.
Assim que o exame estiver pronto e se ficar comprovado que o projétil saiu mesmo da arma utilizada por Pavãozinho, o acusado deverá ser indiciado por homicídio, cuja pena varia de 15 a 30 anos de prisão.
As investigações sobre o caso estão sendo realizadas em parceria com o 3º Distrito Policial de Jaú.