Turismo

Itacaré, a bola da vez

Eliane Barbosa
| Tempo de leitura: 4 min

Mais à cima, já no caminho para Salvador (Costa dos Coqueiros), a visão de Itacaré apaga qualquer vestígio de cansaço. O lugar é uma combinação perfeita para os amantes da natureza, protegido por um cinturão de mata atlântica.

Fica a 64,5 quilômetros ao Norte de Ilhéus, e é banhada por inúmeros riachos que deságuam no Oceano Atlântico, destacando-se o rio de Contas, que nasce ao Sul da Chapada Diamantina, atravessa o município numa extensão de 72 quilômetros até a foz, a Barra de Itacaré, exatamente onde nasceu a cidade.

É um lugar que conserva seu lado bucólico por conta dos pouco mais de 20 mil habitantes que escolheram esse cenário natural que é uma reserva ecológica para viver em matas virgens, restingas e manguezais.

Para se chegar a Itacaré, a melhor opção é pegar um avião até Ilhéus e fazer o resto do percurso de carro alugado ou ônibus circular. Os novos hotéis e pousadas que se inatalaram no balneário que é a bola da vez no Sul da Bahia, oferecem o percurso embutido no preço do pacote.

Assim como acontece com Comandatuba, que tem o resort Transamérica, um dos melhores do País, Itacaré ganhou o luxuoso Txai Resort, com bangalôs cheios de charme e glamour e diárias de mais de R$ 600,00 por casal.

Mas no balneário cercado de morros de mata atlântica e mar há pousadas bem em conta, por cerca de R$ 40,00 a diária, muito limpas e bem freqüentadas. Por ser um lugar para quem curte a natureza em seu estado quase primitivo, a ordem, estando lá, é caminhar muito pelas praias e trilhas para atingir lindas cachoeiras.

Mas nada de partir para as experiências sem um guia à tiracolo. As praias mais bonitas ficam distantes, demandando preparo físico e um mapa da localização.

A água cristalina de Itacaré é perfeita para a prática de surf, recebendo gente sarada de todos os cantos, incluindo celebridades como o ator Rodrigo Santoro.

Há muitas praias em Itacaré. As mais procuradas são: Tiririca, Ribeira, Prainha e Havaizinho (ideais para os surfistas); da Concha (onde o pôr-do-sol junto ao farol é de arrasar) e a de São Jorge, perfeita para cavalgadas junto ao mar.

Nasceu assim e vive assim

Ilhéus é uma velha senhora que conserva o charme. Banhada por um mar azul-esverdeado que muda de tom de acordo com a luminosidade da estação do ano, possui vários hotéis, pousadas e resorts, como o Cana-Brava à espera dos visitantes.

A cidade parece continuar sob o reinado da morena Gabriela. É afrodisíaca no clima, na paisagem e especialmente na culinária, à base de peixe, camarão, pitu, lagosta, caranguejo e uma infinidade de mariscos.

Se a extensa faixa de coqueiros, o mar e a areia fina não bastassem, a cidade que inspirou Jorge Amado em tantas obras como “Gabriela, Cravo e Canela”, “Terras do Sem Fim”, “Cacau” e “Suor”, reserva aos visitantes muitos atrativos históricos e culturais.

Abençoada por dois jorges (o santo e o escritor), São Jorge dos Ilhéus foi a cidade mais importante da Bahia na época das Capitanias Hereditárias.

O apogeu econômico aconteceu com a cacauicultura tocada pelos poderosos coronéis que detinham o poder, as terras, a política e lindas mulheres, muitas “made in” Velho Mundo.

Micos, tatus e macacos

Além de todas as atrações que as cidades da Costa do Cacau oferecem, o simples fato de se caminhar pela estrada que liga Ilhéus a Itacaré já vale a escolha.

Ela fica dentro de uma área de proteção ambiental (APA), exibindo em toda sua extensão passarelas e redes para a travessia de macacos, tamanduás e tatus. Cuidados para que os bichanos não sejam atropelados.

Já no município de Una, fica a reserva Biológica de Una, considerada por cientistas e ambientalistas uma das áreas mais importantes do planeta para conservação ambiental.

Nessa habitat moram micos-leão-da-cara-dourada, primatas ameaçados de extinção.

O casario de Canavieiras

Os hóspedes do Transamérica Ilha de Comandatuba podem conhecer Canavieiras através de excursões programadas no próprio hotel.

A cidade que tem sete ilhas marítimas, entre elas a Ilha de Atalaia, 17 quilômetros de praias, coqueiras, reservas de Mata Atlântica e áreas de manguezal, também é famosa por seu casario colonial preservado.

Destaque para a Igreja Matriz de São Boaventura, construída em 1718 e para a sede da Prefeitura, datada de 1879. Um lugar especial para quem quer descansar sobre a somba dos coqueiros, de imensas mangueiras e cajueiros e ainda de quebra aproveitar para conhecer o maior pesqueiro de robalo do Brasil, que atrai pescadores de todo o mundo.

Depois de Porto Seguro, Morro de São Paulo, Praia do Forte e Trancoso, o “point” da vez na Bahia é a Costa do Cacau com a Ilha de Comandatuba e Itacaré à frente.

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Investimento e ecologia

O turismo na Costa do Cacau desenvolveu-se a passos largos, com investimentos de empresários nacionais e estrangeiros - e incentivos fiscais oferecidos pelas prefeituras municipais para quem investir no setor.

Nos últimos anos, a oferta de serviços e infra-estrutura de qualidade cresceu na proporção da demanda da alta estação turística - entre novembro e fevereiro.

O carro-chefe da hotelaria é o Hotel Transamérica Ilha de Comandatuba, o maior resort da América do Sul, o único a contar com um aeroporto exclusivo, onde só operam aeronaves da TAM.

Mas há hospedagens mais econômicas para todos os bolsos e gostos.

Fonte: Bahiartursa

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