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Chuva esvazia Getúlio no Réveillon

Josefa Cunha
| Tempo de leitura: 2 min

O mau tempo estragou os planos de quem pretendia curtir a primeira madrugada de 2004 na avenida Getúlio Vargas. A chuva começou minutos após a entrada do novo ano e poucos foram os que se animaram a sair de casa. Os 70 policiais destacados para reforçar a segurança na via pública não contabilizaram o número de pessoas que passaram por lá, mas ele sequer teria alcançado 10% dos 5.000 esperados.

Tanto que por volta das 3h30, o contigente policial, apoiado por 24 viaturas, foi dispensado e as oito quadras interditadas, liberadas para o trânsito normal. A previsão era de que a vigilância permanecesse, no mínimo, até as 6h.

Por conta do esvaziamento das comemorações, nenhum incidente foi registrado na avenida, local que nos últimos meses vem recebendo atenção especial do comando da Polícia Militar por conta de arrastão, furtos e arruaças. “Posso dizer que a Getúlio Vargas neste Réveillon estava irreconhecível”, resumiu o sargento Élcio Luís Castro, comandante interino da Base Comunitária Sul.

O número de ocorrências policiais também foi atípico para a data. Quatro acidentes de trânsito e um enquadramento por direção perigosa foram registrados nas avenidas Duque de Caxias e Rodrigues Alves e nas ruas Wenceslau Brás e Bernardino de Campos. Com exceção de uma pessoa que foi encaminhada para a UTI, as demais vítimas envolvidas nos acidentes foram liberadas.

No Pronto-Socorro Central, o movimento foi intenso durante a madrugada, mas com poucos casos relacionados a excessos característicos do Réveillon. Uma criança queimou a mão ao soltar um bomba, um homem foi ferido durante um desentendimento e outros poucos pacientes apresentando quadro de embriaguez foram atendidos.

O consumo excessivo de bebida alcoólica também teria sido a causa de algum possível descuido que acabou provocando um incêndio no Jardim Marília. O fogo destruiu móveis e eletrodomésticos na casa de um rapaz de 21 anos, que, aparentando embriaguez, foi socorrido ileso pelos bombeiros. As causas do incêndio ainda eram desconhecidas.

Entre a madrugada e a tarde de ontem, ainda foram registradas três tentativas de suicídio, ocorrência bastante freqüente durante as festas de fim de ano, principalmente entre pessoas depressivas e solitárias.

Dois dos casos ocorreram nas casas das próprias vítimas e o outro, no viaduto da 13 de Maio, de onde um homem pulou no início da tarde de ontem. Nem a Polícia Militar nem o Pronto-Socorro, para onde ele foi levado, souberam informar o nome e o estado de saúde da vítima.

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