Tribuna do Leitor

A PUBLICIDADE


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A indústria da propaganda vem mostrando muita vitalidade no mercado mundial e as agências publicitárias ganharam em modernidade através de profissionais qualificados e criativos. O reflexo imediato desse “estouro” propagandista é a grande procura pelo curso de Publicidade nas universidades brasileiras, que inclusive desbancou o “campeão” Turismo. O mercado publicitário brasileiro é um dos mais respeitados do mundo e isso está comprovado na qualidade dos comerciais vistos. Quem é que não guarda na memória os comerciais da Brastemp? Toda essa mágica tem o seu preço, o primeiro problema é o consumismo que aquece a indústria varejista e desenvolve técnicas capazes de provocar as mais diferentes atitudes. Pra muita gente, por exemplo, não é mais novidade que o bom velhinho, barbudo e gordo tenha sido criado numa estratégia de marketing da Coca-Cola.

Diariamente, podemos conferir a guerra das cervejas, a velha marca nova que até agora ocupava lugar intermediário no mercado provocou frisson com comerciais inteligentes e inusitados. A gigante Ambev assustada respondeu. Agora, assistimos a uma acirrada disputa pelo consumidor, de um lado Zeca Pagodinho, do outro a estrela milionária Ronaldinho nos propõe um drinque para celebrar as suas raízes. O que ninguém noticia é que a estrela maior, “a cerveja”, é um mal travestido de prazer, ela vitima e vicia milhões de pessoas todos os anos, desgasta as relações afetivas e destrói os sonhos, e faz tudo muito lentamente. Fica um lembrete: a propaganda não diferencia condições sociais, ela atinge a todos e chega ao brasileiro menos desavisado que vê na telinha a absolvição dos seus problemas. (Leandro Vinícius - um quase estudante - RG 34.976.870-5)

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