O setor de exploração e produção de petróleo receberá investimentos de até US$ 20 bilhões até 2007. A estimativa é da Agência Nacional do Petróleo (ANP), que calculou os recursos necessários para que as concessionárias do setor cumpram seus compromissos no País.
Desse total, a maior parte (US$ 17,8 bilhões) refere-se à fase de desenvolvimento da produção, que abrange a construção e instalação de plataformas e equipamentos submarinos.
O volume de recursos é US$ 5,1 bilhões superior à última estimativa da agência, para o período entre 2002 e 2006. Para a ANP, este incremento comprova a sustentabilidade dos investimentos no setor. O maior volume refere-se a novos projetos de produção e aos compromissos assumidos pelas empresas vencedoras da quinta rodada de licitações da agência, realizada este ano.
Segundo o estudo da ANP, US$ 2,5 bilhões irão para atividades exploratórias, ou seja, na busca por reservas. Deste total, US$ 1,49 bilhão refere-se à perfuração de novos poços exploratórios e o restante será destinado à pesquisa sísmica, tecnologia que permite aos geólogos analisar as formações geológicas do subsolo brasileiro.
A maior parte dos investimentos ainda será bancada pela Petrobras. São gastos com a construção de pelo menos oito plataformas, além dos equipamentos para extrair o óleo do fundo do mar. Os campos que entrarão em produção até 2007 são todos da chamada Rodada Zero, quando a ANP, antes do fim do monopólio, concedeu diversas áreas à estatal.
Entre eles estão Barracuda e Caratinga, Albacora Leste e Marlim Sul, todos na Bacia de Campos. O início da operação destes campos será fundamental para que o Brasil atinja a auto-suficiência na produção de petróleo, prevista para 2006.
Neste ano, a estatal prevê que o País estará consumido cerca de 2 milhões de barris por dia. De acordo com a empresa, cada 500 milhões de barris em reservas precisam de investimentos em torno de US$ 750 milhões.
Na área de exploração e produção, a Petrobras planeja gastar cerca de US$ 600 milhões por ano, disse na semana passada o diretor da área, Guilherme Estrella. Outras empresas, que arremataram blocos nas rodadas de licitação da ANP, também planejam investimentos.
A americana El Paso, por exemplo, vai investir cerca de US$ 500 milhões até 2006 nas áreas onde detém a concessão. São dois projetos principais, um em São Paulo e outro na Bahia. Nessas regiões, a El Paso encontrou reservas de 12,6 bilhões de metros cúbicos de gás natural e procura parceiros.