Regional

Policial Militar é acusado de matar atendente hospitalar em Agudos

Rita de Cássia Cornélio
| Tempo de leitura: 2 min

Agudos - As vésperas do novo ano, a cidade de Agudos (15 quilômetros a Sudeste de Bauru) foi sacudida por um assassinato. O soldado da Polícia Militar Walace Dornelas de Freitas efetuou quatro tiros contra o atendente hospitalar Valdir Dias dos Santos, conhecido por “Cafezinho”. O crime aconteceu por volta das 23h, no último dia do ano, no Jardim Márcia II, um loteamento novo que ainda não possui moradias.

O homicídio só tem uma testemunha, que é a namorada do policial. Na versão apresentada por ela no dia do crime, e confirmada ontem pelo autor que se apresentou no plantão da Delegacia Seccional de Bauru, o assassinato ocorreu durante uma tentativa de assalto.

O casal de namorados ocupava um veículo Pampa que estava estacionado num local ermo do loteamento, quando o atendente hospitalar teria chegado apontando uma arma que, descobriu-se depois tratar-se de um simulacro, confeccionada em material plástico. “Cafezinho” teria agarrado o policial que estava à paisana e de folga da corporação.

Os dois teriam entrado em luta corporal, quando o policial conseguiu alcançar o revólver calibre 38 da PM que estava próximo ao freio de mão do carro. Com a arma, o policial efetuou quatro disparos que atingiram o atendente.

Após o crime, o PM, colocou a vítima na caçamba da Pampa e o levou até o Pronto Socorro de Agudos. O atendente não resistiu aos ferimentos e morreu. O policial deixou o local, para se livrar do flagrante.

Ontem, acompanhado de seu advogado, o PM se apresentou no plantão da Delegacia Seccional onde confirmou a versão apresentada pela sua namorada que teve seu nome preservado. Ele não quis se pronunciar sobre os fatos.

O autor dos disparos foi ouvido pelo delegado plantonista e titular da cidade de Agudos, Eron Veríssimo Gimenez. “Ele esclareceu os fatos e todos os trâmites legais foram cumpridos. Um inquérito foi instaurado para apurar as circunstâncias do crime e o PM liberado.”

As investigações, segundo o delegado, é que vão confirmar se a versão apresentada pelo autor e testemunha é verdadeira. “Foram adotadas as medidas cautelares e todos os exames periciais requisitados.”

Gimenez lembra que as duas armas foram apreendidas. “Cafezinho” tinha passagem por roubo e respondia inquérito na delegacia de Agudos.

Comum

O crime doloso contra a vida, na situação em que ocorreu em Agudos, está enquadrado como crime comum e não militar, explicou o comandante interino de Lençóis Paulista, tenente Alan Terra.

Ele afirma que, pelo fato do PM não estar em serviço, responderá pelo homicídio como qualquer civil e inicialmente não será afastado do trabalho. “Ele passará por uma avaliação psicológica. O resultado é que vai definir se ele tem que ser afastado das ruas.”

O autor dos disparos, segundo o tenente, poderia estar portando a arma. “É um procedimento legal”, assegura.

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