Política

Nomes e o sentimento geral da cidade


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A corrida eleitoral em Bauru começou no ano passado, com os anúncios das candidaturas de Carlos Braga (PP), Tuga Angerami (PDT), Caio Coube (PSDB), Luiz Carlos Valle (PSB) e alguém da família Izzo. A eles vão se somar outros nomes, certamente, mas é nesse pelotão inicial que residem as maiores apostas.

Note-se que falta um nome ligado ao prefeito Nilson Costa (PTB). A cassação do chefe do Executivo, no final do ano passado, jogou um balde de água gelada em seus correligionários. Mesmo sua volta, através da Justiça, ainda não animou o PTB ou o PPS, que compõem sua base, a definir um nome para ser viabilizado candidato.

Esta pode ser uma das poucas eleições em que o prefeito de plantão não terá influência decisiva. Mas ainda restam dez meses e muita coisa pode acontecer, por conta de tudo o que os analistas da matéria acima afirmam.

Está em curso, silenciosamente, entre a população de Bauru, um inegável sentimento em prol de mudanças profundas. Ainda que estas não sejam de nomes - pois dificilmente vão surgir alternativas muito viáveis -, deverão ser de postura e de programa. Na edição de 1 de janeiro do JC, quatro pessoas representativas das atividades produtivas da cidade opiniram que dificilmente a cidade suportará um novo prefeito que não tenha um estilo gestor como traço forte de sua forma de governar.

Até outubro, os nomes que se lançarem à disputa deverão ter muito claro que não serão, em hipótese alguma, como em outras épocas, representantes de si próprios ou de seus grupos de interesse, mas sim de toda a coletividade. Quem se afinar melhor com o que a cidade deseja, será o eleito.

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