Cultura

O que também valeu a pena ouvir em 2003

Gustavo Cândido
| Tempo de leitura: 2 min

Entre discos novos, coletâneas e versões acústicas, o ano também trouxe alguns lançamentos que merecem ser lembrados:

* “Bocas Ordinárias” e “Acústico MTV”, do Charlie Brown Jr. - O primeiro traz o grupo santista mais voltado para o rock do que para o rap com um bom resultado. O segundo recria sucessos do grupo sem que eles percam a força. Participações especiais - básicas no projeto da MTV - de Marcelo D2, em “Samba Makossa”, de Chico Science, e Negra Li, em “Não é Sério” deixam o disco ainda mais legal.

* “A Letra A”, de Nando Reis - O primeiro disco de Nando fora dos Titãs tem músicas de sua autoria que ele nunca havia gravado (“Luz dos Olhos” e “Um Simples Abraço”), uma releituras resgatada do antigo grupo (“Mesmo Sozinho”) e outras novas que tocaram bem nas rádios (“A Letra A” e “Dentro do Mesmo Time”). Em um dos melhores discos da sua carreira solo, ele mostra que melhorou como cantor e continua um autor de primeira ao abordar o cotidiano de forma simples e bela, o que lhe valeu, aliás, o prêmio de melhor compositor do ano pela APCA.

* “Vivo Feliz”, de Elza Soares - Com sua voz inconfundível, a cantora se mostra em plena forma misturando samba, hip hop e drum’n’bass num disco moderno, fácil de ouvir e gostar.

* “Áudio-Retrato”, de Leoni - O ex-Kid Abelha e ex-Herói da Resistência canta suas composições de sucesso (“Lágrimas e Chuva”, “Fixação” e “Temporada das Flores”, entre outras) em versão acústica num disco que flui muito bem principalmente para quem tem mais de 25 anos.

* “Michael Bublé”, de Michael Bublé - De Al Martino a Harry Connick Jr., sempre quiseram encontrar um sucessor para Frank Sinatra. O canadense Michael Bublé, pelo menos em disco, é o que mais se aproxima desta tarefa quase impossível. Ele regravou em seu CD de estréia sucessos de Sinatra (“For Once In My Life” e “Come Fly With Me”) e músicas de George Michael, Bee Gees e Queen com arranjos de metais típicos dos anos 50. O resultado é um presente para os ouvidos. Sua voz poderosa e ao mesmo tempo macia (que lembra Sinatra às vezes) transforma em pérolas músicas como “You’ll Never Find Another Love”, antes quase um clássico brega da música americana.

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