Bairros

Dança

Thaís da Silveira
| Tempo de leitura: 1 min

Morador do Parque Jaraguá, Tony Ferreira, 17 anos, descobriu seu talento para a dança há apenas dois anos. Hoje, ele dá aulas para garotos de periferia no Núcleo de Apoio Sócio-Familiar (NAF) do Parque Jaraguá e sonha ser dançarino profissional.

Foi através de um amigo que o garoto conheceu o street dance. “Ele dançava para caramba um estilo que eu curto - o rap internacional. Quando eu via ele dançando, sempre ficava no canto”, conta Tony.

Pouco tempo depois, ele começou a freqüentar aulas de dança com um professor que ensinava moradores do bairro. O interesse se acentuou. “Eu me desenvolvi bastante e comecei a dar aula de dança. Essa capacidade que eu tenho para a dança e a facilidade de aprender me motivou bastante”, diz.

Além das aulas no NAF, Tony também ensina alunos de escolas públicas que têm entre 10 e 18 anos. “Eu gosto de fazer isso para tirar o pessoal da rua e motivá-los a crescer, como eu. Eu era muito gandaieiro. Gostava de andar e não fazia nada”, enfatiza.

Se não tivesse descoberto a dança, Tony acredita que estaria pelas ruas “fazendo coisas erradas”. “A dança me salvou. Mudei totalmente. Eu era uma pessoa e hoje eu sou outra.”

Tony ainda não ganha dinheiro com a dança. Seu trabalho é voluntário. “Mas se eu tiver que ganhar dinheiro com isso, eu também consigo”, garante.

Ele cursa a 8.ª série, pretende fazer faculdade de Educação Física e seguir trabalhando como dançarino. “Para continuar o trabalho que eu estou levando. Meu sonho é ser professor de dança. Em qualquer lugar”, salienta.

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