Dia quatro de dezembro do ano de 2003. O horário mais cobiçado da televisão. Jornal Nacional. Acabei de ver uma grande oportunidade de nossa cidade, Bauru, estar na telinha da Globo. Já quase conformado com a situação em que se encontra nossa cidade, pois uma cidade mais abandonada e entregue à incerteza da escuridão, não há. E gostaria de saber o porquê dessa situação. Descaso? Cansaço da nossa administração? Não sei... Vou ressaltar uma enorme oportunidade perdida pelo nosso município, nesse dia, ou seja, dia 04/12. Uma enorme alavancada no comércio, no setor industrial e muitos outros setores ocorreria se a nossa e tão famosa malha férrea estivesse em constante manutenção e funcionando. Claro, também, recebendo investimentos. Mas não !!! O governo de Bauru parece não querer que isso ocorra. Tiro o chapéu para os projetos que estão sendo desenvolvidos na área viária, que com certeza irão melhorar nossas vidas. Porém, tenho que afirmar que até esses projetos estão a passos de tartaruga. Não podemos continuar a perder essas oportunidades. Sabe porquê? Vamos aos fatos:
- Hoje Bauru está, e sempre estará, no Centro do estado de São Paulo.
- Tem o rio Tietê, que a poucos km da cidade ligaria várias empresas a diversas regiões do nosso Estado, do Brasil e da América Latina.
- Ótimos centro comerciais
- Fortes meios de comunicação, como as rádios 94fm, 96fm; e ao nosso grande Jornal da Cidade, que domina o Centro–Oeste paulista. E ainda teríamos a malha férrea. Como há um descaso em relação a esse meio, saimos perdendo e sempre perderemos com relação a ela. Pois ela ligaria nossa cidade a qualquer parte da América do Sul. Ainda lembro-me das viagens que fiz entre Bauru–Corumbá–Pedro Juan Caballero, e muis outras cidades da Améria Latina. E sabem qual o preço do descaso que nos fez perder a oportunidade? Não!!! Então iremos calcular agora, com o mecanismo conhecido como valor de oportunidade, hoje, muito usado na minha área de trabalho - Administração. O que calcula o valor de uma escolha feita pela organização no todo. Como por exemplo, criar novas linhas de produtos, investir mais na produção. Nessas opções, existem o valor de escolha, se optarmos em criar novas linhas isso trará um valor a agregar à empresa e, se a escolha for negativa, também agregara um valor, diferente, à empresa. A matéria exibida pelo Jornal Nacional, no dia 04/12, teve 08 minutos de duração. Todos nós sabemos que o JN é pico de audiência no Brasil inteiro. Com isso, ele consegue atingir em um minuto mais ou menos 15.000.000 milhões de telespectadores no País inteiro. Já que a matéria teve 08 minutos na média de exibição, chegou a atingir mais ou menos 120.000.000 milhões de pessoas, entre elas, pobres, ricos, empresários, comerciantes, etc.
Vamos aos cálculos:
- Se no mínimo 30% dessas pessoas atingidas pela matéria fossem empresários. Teríamos um número de 36 milhões de empresários na audiência.
- E que 10% desses empresários são líderes (proprietários ou não) de empresas com médio, grande porte e multinacionais. Ou seja, teríamos 3,6 milhões de empresários do tipo na audiência do JN.
- Vamos chutar o balde agora: se 1% desses empresários no momento em que assistiam tem algum projeto de aumento no leito de produção de suas empresas. Então, Bauru seria uma forte candidata para os 3.600 mil empresários que estão planejando um aumento de suas empresas. Ainda seria alta a chance de Bauru acolher várias empresas.
- E, se no exato momento, 1% desses empresários ou seja, 1% dos 3.600 mil empresários tomassem a decisão de instalar em Bauru suas novas empresas. Bauru teria 36 novas empresas.
Vamos aos Fatos - II:
- As empresas seriam de médio, grande porte e multinacionais. Calculando uma média real, teríamos de 150 a 500 novos empregos na cidade. Vamos optar que cada empresas ofereça 200 novos empregos.
- Já que são 36 empresas, teríamos 7.200 novos empregos na cidade.
- Com isso, traria ao comércio, ao setor industrial e outros, um aumento de 15% no giro de capital da cidade. Chegando a 10 milhões no mês. Agora, o peso da consciência é de quem?
- Dos desempregados, que com certeza sairiam ganhando com os 7200 novos empregos.
- Dos empresários que poderiam estar instalando suas empresas aqui, podendo, então, conquistar novos mercados.
- Ou da prefeitura... Paramos por aqui, pois eles tiveram a oportunidade, não aproveitaram, agora paguem pelo valor da oportunidade. E será que existirão novas oportunidade? Ninguém sabe. Se não existir, vou dar uma dica, CRIE . (Gabriel Senger Petroni – RG: 295684070)