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Doença é provocada por vários subtipos de vírus

Da Redação
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A dengue é uma virose que pode ser transmitida ao ser humano através da picada do mosquito da espécie Aedes aegypti. Ao picar uma pessoa doente, o inseto torna-se portador do vírus e sua picada pode contaminar outras pessoas.

A infecção pode manifestar-se de duas maneiras distintas: a forma clássica e a forma hemorrágica. A dengue clássica é caracterizada por um mal-estar generalizado e sintomas semelhantes aos de uma gripe forte: febre, dores no corpo (principalmente nas articulações), dor de cabeça, alterações das vias respiratórias. Também podem aparecer manchas vermelhas pelo corpo.

Por ser uma virose, não existe um tratamento específico para o paciente com a dengue clássica. O médico observa a evolução da doença e administra remédios para controlar os sintomas, como antitérmicos e analgésicos, enquanto o próprio organismo reage contra o microorganismo.

Mas, existem diferentes subtipos do vírus e se uma mesma pessoa for contaminada por tipos diferentes do germe, o organismo não consegue reagir. O vírus provoca uma dilatação de veias e artérias, o que pode resultar em hemorragias. Se não for tratada rapidamente, a dengue hemorrágica pode matar em 24 horas.

Por isso, Flávio Tadeu Salvador, coordenador do Núcleo do Controle de Ventores de Bauru, faz um apelo. “O segredo da prevenção da dengue hemorrágica é a rápida detecção. A pessoa que perceber os sintomas sugestivos da doença deve procurar imediatamente o sistema de saúde, pois se o médico suspeitar de dengue já ficará sob vigilância permanente”, enfatiza.

O Ministério da Saúde adverte que muitos remédios usados rotineiramente para tratar esses sintomas também promovem a dilatação de veias e artérias e podem agravar a doença quando tomado por uma pessoa que tem dengue. Por isso, ao perceber qualquer sintoma suspeito, deve-se procurar um posto de saúde. O medicamento errado pode custar uma vida.

De acordo com a Agência Saúde, mesmo na forma clássica, a dengue pode representar risco de morte em pessoas portadoras de doenças crônicas, como hipertensão e problemas cardíacos. O diagnóstico precoce é fundamental.

Qualquer pessoa que constatar febre persistente associada a outros sintomas como dores de cabeça, dores no corpo, possíveis náuseas, vômitos e diarréia deve procurar o serviço de saúde o mais rápido possível.

Problema mundial

A dengue é um dos principais problemas de saúde pública no mundo, de acordo com informações da Fundação Nacional da Saúde (Funasa), órgão do Ministério da Saúde que monitora as ações de combate à doença.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que, anualmente, 80 milhões de pessoas contraem dengue em todos os continentes, exceto na Europa. Dessas, cerca de 550 mil doentes necessitam de hospitalização e 20 mil morrem em conseqüência da dengue.

Segundo informações do site da Funasa, o mosquito Aedes aegypti encontrou no mundo moderno condições muito favoráveis para uma rápida expansão, pela urbanização acelerada que criou cidades com deficiências de abastecimento de água e de limpeza urbana; pela intensa utilização de materiais não-biodegradáveis, como recipientes descartáveis de plástico e vidro; e pelas mudanças climáticas.

Com essas condições, o mosquito espalhou-se por uma área onde vivem cerca de 3,5 bilhões de pessoas em todo o mundo. Nas Américas, está presente desde os EUA até o Uruguai, com exceção apenas do Canadá e do Chile, por razões climáticas e de altitude.

No Brasil, o Aedes vem encontrando as condições favoráveis de desenvolvimento desde sua reintrodução, em 1976. Programas essencialmente centrados no combate químico, com baixíssima ou nenhuma participação da comunidade têm se mostrado incapazes de conter o avanço da doença.

Atualmente, a preocupação das autoridades em saúde é evitar o avanço da da dengue hemorrágica, a forma mais grave da doença. No Rio, duas pessoas morreram vítima da doença em 2003.

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