Polícia

Para Comupi, idosos estão mais sujeitos à violência

Diego Molina
| Tempo de leitura: 1 min

A morte de Antônio Prado Filho, 62 anos, não é a primeira ocorrência de morte envolvendo uma pessoa de idade. No mês passado, um sorveteiro de 88 anos foi morto dentro de casa, no Altos da Cidade. O argentino Jose Gonzales foi encontrado amarrado e amordaçado em seu quarto. Ele vivia sozinho e a casa estava toda revirada.

De acordo com o presidente do Conselho Municipal da Pessoa Idosa (Comupi), Ubaldo Benjamin, o recém-aprovado Estatuto do Idoso tem uma série de amparos para a população com mais de 60 anos, mas não a protege da criminalidade. “Só há penas previstas em casos de maus-tratos. Mas seria bom se houvesse alguma proteção especial, pois já tivemos diversos casos de idosos que foram atacados e sofreram violência”, aponta.

Na opinião de Benjamin, as pessoas de idade são mais ingênuas e tendem a confiar mais em qualquer pessoa. “Assim, elas ficam mais sujeitas a pessoas com intenção ruim. Se passa alguém pedindo alguma coisa, elas deixam entrar em casa. As pessoas ficam de olho nos idosos, que têm menos proteção, moram sozinhos em casa, não têm força para se defender e lutar contra um jovem”, comenta.

No caso de Prado Filho, que foi abordado no começo da manhã, enquanto se dirigia para a Unidade de Saúde do Redentor para conseguir uma senha na fila, Benjamin diz que todos os locais deveriam oferecer atendimento preferencial para idosos. “Sabemos que um pronto-socorro ou posto de saúde tem que cuidar das emergências, mas quando o idoso vai até lá, ele tem de ser o próximo da fila. Eles ficam com medo de não serem atendidos e por isto vão tão cedo para as filas”, comenta.

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