O prefeito Nilson Costa (PTB) se reuniu ontem com seu secretariado pela primeira vez neste ano, o último de sua administração. Segundo o prefeito, a reunião - considerada de “rotina” - foi realizada em “clima de tranqüilidade”, sem discussões polêmicas. Sua intenção era ouvir dos secretários suas metas e reivindicações para 2004. O encontro foi comandado pelo próprio prefeito, já que seu chefe de Gabinete, Antonio Sérgio Marsola, está em férias.
Nilson está empenhado em afinar ainda mais a sua equipe de trabalho por dois motivos. O primeiro visa pisar no acelerador da administração municipal neste primeiro semestre do ano. Afinal, em outubro a cidade vai escolher seu novo prefeito e vereadores.
Independentemente de saber neste momento se vai ou não disputar a reeleição - já que discute-se no seu grupo político a viabilidade jurídica do lançamento de sua candidatura -, o prefeito determinou a realização do maior número de obras e benfeitorias pela cidade, com o intuito de conquistar dividendos políticos com as ações.
Observe-se que são nos primeiros seis meses do ano que a arrecadação é generosa devido aos vencimentos de impostos como o Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automores (IPVA) e o Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU).
Com isso, a administração não deverá ter dificuldades de inaugurar, com foguetório, seus projetos de curto prazo, antes da proibição imposta pela legislação eleitoral.
O segundo motivo independe da decisão de disputar ou não a eleição de outubro. Caso Nilson opte por não se candidatar, vai apoiar um outro candidato que seu grupo político indicará. De certa forma, as realizações de sua gestão vão servir de plataforma para o prefeitável.
Soma-se a isso seu desejo de encerrar seis anos de governo (1999/2000 e 2001/2004) com a popularidade em alta. Afinal, não há prefeito que não queira ser lembrado de maneira positiva pela população.
Embora tenha afirmado que pretende deixar a vida pública - caso não viabilize sua candidatura -, com certeza Nilson será um nome lembrado nas eleições de 2006, pleito que vai eleger ou reeleger o presidente da República, senadores, governadores, deputados federais e estaduais. Estarão em aberto disputas pela Assembléia Legislativa e Câmara dos Deputados. E a melhor campanha é o passado.
Plano Diretor
A reunião do secretariado contou com a participação da arquiteta Maria Helena Rigitano, licenciada do comando da Secretaria Municipal de Planejamento (Seplan) para coordenar os trabalhos do novo Plano Diretor da cidade.
Segundo o prefeito, Maria Helena pediu aos secretários que participem da elaboração do plano enviando sugestões e apontando os problemas que envolvem diretamente suas pastas.
Nesse quesito é preciso lembrar que Maria Helena já adiantou publicamente que o Plano Diretor ficará pronto ainda neste primeiro semestre, devendo ser discutido e votado pela Câmara Municipal antes do recesso do meio do ano.
As três principais obras do novo plano beneficiam os corredores viários da cidade. Estão projetatas as obras de prolongamento da Nações Unidas Norte (até a rodovia Bauru-Marília) e a construção das avenidas Água Comprida (ligando a região da Unesp até a Nuno de Assis, seguindo as margens do córrego do mesmo nome) e Água do Sobrado (interligando a baixada da Alfredo Maia com o núcleo Sabiás e região).
Além dos secretários e de assessores, também participou da reunião o advogado Paulo Lauris, responsável pela defesa do prefeito no processo de cassação de seu mandato, invalidado por uma liminar dada em primeira instância que será julgada ainda neste mês pelo Tribunal de Justiça (TJ) de São Paulo.
“A reunião foi bastante produtiva. Comunicamos a formação de uma comissão que vai tratar do ‘Ano da Iluminação’. Vamos remodelar a iluminação da praça Rui Barbosa para os festejos de seus 90 anos, em abril”, conta Nilson.
Com a aprovação da Contribuição de Iluminação Pública (CIP) pela Câmara, no mês passado, o caixa da prefeitura será reforçado com verba carimbada para ser aplicada no setor. A precária iluminação em vários pontos da cidade é uma das principais queixas na lista de reclamações da população.