Polícia

Incêndio leva criança de 3 anos para UTI

Ieda Rodrigues
| Tempo de leitura: 3 min

Um incêndio em uma casa na Vila Nova Paulista, em Bauru, na madrugada de ontem, deixou uma criança de 3 anos em estado grave. Apesar de não apresentar queimaduras externas, Douglas Vinícius Ferreira da Cruz Silva foi socorrido do quarto em que dormia, por dois policiais e um vizinho, já com parada cardiorrespiratória em função do forte calor e da fumaça que invadiu o cômodo.

Ele foi levado para o Pronto-Socorro Central e depois internado na UTI Pediátrica do Hospital de Base. Até ontem à tarde, Douglas permanecia internado, em estado grave. O soldado Márcio Henrique Moreno Barbosa, que ajudou no resgate, teve queimaduras no braço e também precisou ir para o pronto-socorro, mas foi liberado após ser medicado.

A mãe do menino, Rosilaine da Silva, 21 anos, acordou quando a casa, uma edícula, já estava em chamas e saiu correndo, levando consigo a filha de 6 anos, Bruna. O incêndio, de acordo com o registrado em boletim de ocorrência, começou na sala, que fica ao lado do quarto, com uma vela.

Rosilaine disse à Polícia Militar (PM) que apagou a vela antes de ir para a cama com os dois filhos. “Ela acha que a vela acendeu de novo, com o vento”, conta o tenente Renato Ramos, comandante interino da 3.ª Cia da PM. Ela usava vela porque a energia elétrica havia sido cortada.

Após sair da casa, Rosilaine começou a gritar, pedindo que salvassem o filho que estava no quarto. Ela foi atendida por vários vizinhos, que tentaram apagar o fogo com esguichos e baldes de água. “Quando eu cheguei na casa, as labaredas na sala já estavam alta e não consegui entrar, apesar de várias pessoas tentarem apagar o fogo”, conta o garçom Éder Gomes da Silva, vizinho de Rosilaine.

Logo em seguida, atendendo ao telefonema feito por Reni Peçanha, mãe de Éder, chegaram ao local o soldado Barbosa e o cabo Maurício Caetano Nascimento, do Grupo Especializado de Policiamento Ostensivo Motorizado (Gepom) da Base Oeste. “Enquanto os vizinhos tentavam apagar o fogo, como não dava para entrar no quarto pela sala, nós arrombamos a grade da janela com uma cavadeira e entramos’, relata Nascimento.

Ele ressalta que o quarto estava muito escuro e quente. “A gente não sabia onde a criança estava. Eu fui tateando até encontrar o berço, mas estava vazio. Depois, com a luz de uma lanterna, achamos a criança o chão, a um metro do berço, já inconsciente”, conta. Ele acredita que se o resgate demorasse mais alguns minutos Douglas poderia ter morrido.

O pai das crianças, o pedreiro Rodrigo da Cruz, não estava na casa na hora do incêndio. Apesar da tentativa dos vizinhos, os móveis já haviam queimados quando o Corpo de Bombeiros chegou ao local. Roupas e documentos também foram destruídos, segundo Wilson Rogério da Cruz, tio da crianças. Ele comentou que seu irmão está desempregado e precisou abrigar-se com a família na casa de parentes.

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Cuidados com a vela

A queima da vela requer cuidados para evitar incêndios como o ocorrido na casa de Rosilaine da Silva. O tenente Eros Antonio Pereira, do Corpo de Bombeiros, explica que o correto é colocar a vela para queimar dentro de um prato ou outro recipiente de material não inflamável grande.

Isso porque se a vela tombar, ainda ficará dentro do recipiente, sem risco de propagar fogo para móveis, cortinas, tapetes e outros materiais, o que pode dar início a um incêndio. “A circunferência do prato tem que ser maior que o comprimento da vela”, reforça.

O tenente frisa que cortinas podem movimentar-se com o vento e aproximar-se da vela, incendiando-se. “As chamas, encontrando material de fácil combustão, vai se propagando”, diz. De acordo com ele, a incidência de incêndios iniciados com uma vela é bastante comum, principalmente em regiões sem energia elétrica.

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