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Bauru não recebe kit para exame de rim há 6 meses

Ronaldo Schiavone (colaborou Diego Molina)
| Tempo de leitura: 2 min

A falta do kit utilizado para a realização do exame Antígeno Leococitário Humano (HLA) está prejudicando os pacientes renais crônicos que precisam de transplante. O teste é feito para descobrir a compatibilidade de rins e, sem ele, não é possível integrar a lista daqueles que aguardam um doador.

Em Bauru, o exame é realizado pelo Hospital Lauro de Souza Lima, que não recebe o material necessário há mais de seis meses, de acordo com a farmacêutica bioquímica Fabiana Covolo de Souza, que está respondendo pelo setor de Imunogenética.

“Estamos aguardando a chegada de kits, e nossa esperança é de que recebamos agora no primeiro semestre do ano. O kit é a única maneira de identificar o melhor doador para a pessoa que está precisando do órgão (rim), e sem ele, é impossível fazer a tipagem de HLA”, explica.

O representante comercial Antônio Andraus ficou sabendo, em abril do ano passado, que precisaria realizar o transplante de rim. “Vou todos os meses ao médico, mas fui informado que até agora o kit ainda não chegou. Com isso, fico dependente de fazer diálises peritonais freqüentes”, revela.

Mesmo com a falta do material, Fabiana ressalta que o setor do hospital não está parado. “Continuamos fazendo a prova pré-transplante, quando os pacientes já passaram pelo primeiro estudo, que é o teste HLA, e já está selecionado um doador. Então fazemos esta última prova e checamos se tudo está ok para seguir para a cirurgia”, esclarece.

Ela reitera que, para a prova pré-transplante, o kit não é necessário. No entanto, para chegar a este estágio, os pacientes já devem ter passado pela tipagem.

“Normalmente, o que acontece é que os médicos nefrologistas encaminham seus pacientes para outros centros, em outras cidades, para que eles possam fazer o teste. Então eles voltam para Bauru para dar prosseguimento ao processo”, diz Fabiana.

Prazo

Embora o hospital afirme que os kits já estejam em falta há mais de seis meses, a assessoria de imprensa da Secretaria de Estado da Saúde alega que o problema existe há apenas dez dias. O material, que é importado, já foi comprado e está preso na alfândega aguardando a liberação, informa.

Ainda segundo a assessoria, está sendo providenciado o envio de kits da Universidade de Campinas (Unicamp) para solucionar o problema. Outra informação prestada pela secretaria é que a fila de transplantes se limita aos pacientes que não possuem doadores. Os demais não precisam entrar na lista de espera pelo órgão.

O presidente da Associação Bauruense de Apoio ao Renal Crônico (Abrec), Nelson Rosa, afirma que até anteontem a entidade não havia recebido nenhuma reclamação com relação à falta dos kits. “Mas iremos investigar se está havendo algum problema”, diz.

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