Bairros

Três Emefs estão com obras paradas

Diego Molina
| Tempo de leitura: 2 min

A construção de três escolas municipais de ensino fundamental (Emef) em diferentes bairros de Bauru está parada devido à rescisão de contrato com a construtora que realizava as obras. De acordo com o secretário de Obras, Jorge Roberto Monteiro, o motivo do cancelamento do contrato foi a indisponibilidade da empresa M&N Engenharia e Comércio Ltda em levar adiante os três projetos.

“A empresa pegou as três obras e agora acabou o fôlego financeiro para terminá-las. Acabamos rescindindo os contratos e agora vamos chamar a segunda colocada nas licitações. Se houver interesse em concluir a obra pelo preço apresentado pela primeira colocada, vamos em frente”, explica.

Caso a empresa não aceite os termos do contrato e o pagamento estipulado, a lista da licitação será seguida até que se esgotem as opções. Neste caso, o processo de uma nova licitação precisaria ser aberto. “Ficamos muito limitados com o critério do menor preço, pois sentimos que a empresa terá dificuldades em fazer o serviço, mas temos de aceitá-la. Poderíamos entrar o ano com mais três escolas abertas e funcionando, mas não será possível”, diz Monteiro.

De acordo com a secretária municipal da Educação, Solange dos Santos Ferreira dos Reis, as Emefs estão sendo construídas no Ferradura Mirim, no Jardim Araruna, e no Parque Bauru, próximo ao Tangarás.

Cada escola atenderá cerca de mil alunos, com aproximadamente 5 mil metros de área construída e dez salas de aula, além de outras instalações como biblioteca, salas de atividades e quadra esportiva. O curso de cada Emef é de aproximadamente R$ 460 mil.

“A previsão era de começar no primeiro semestre, se tudo tivesse corrido bem. Agora vamos agilizar para que possamos abrir ainda no primeiro semestre. Até junho, ainda temos a possibilidade de transferir os alunos sem prejudicar o aprendizado”, comenta Solange.

As Emefs, segundo a secretária, vão atender a demanda de alunos de 1ª a 4ª séries dos bairros onde as escolas serão instaladas e também de bairros adjacentes, evitando que as crianças tenham de se deslocar com transporte escolar.

Monteiro observa que as três unidades estão com cerca de 30% dos serviços realizados, com alvenaria, vigas e até esquadrias prontas. “A partir da retomada, teremos mais 120 a 150 dias para concluí-las, desde que haja interesse das empresas”, declara. Os representantes da M&N Construtora não foram encontrados para comentar a rescisão.

Comentários

Comentários