Saúde

Governo investe em ações de controle

Sabrina Magalhães
| Tempo de leitura: 2 min

O Ministério da Saúde atribui a redução de 3% na incidência total da malária no Brasil ao investimento em diagnósticos precoces e tratamentos adequados que vem sendo feito nos últimos anos.

Para este ano, a intenção é intensificar as ações de combate à doença, principalmente nos Estados do Amazonas, Rondônia e Pará. A capacitação de profissionais e a organização das secretarias estaduais e municipais de saúde estão entre as principais medidas previstas.

Segundo a Agência Saúde, o Programa Nacional de Controle da Malária tem como principal estratégia o diagnóstico laboratorial precoce. “Essa é a melhor forma de prevenção e controle da doença”, defende.

O método mais utilizado no Brasil para diagnosticar a malária é o teste “gota espessa”, de realização simples e barata. Trata-se de um exame de sangue. O material coletado é analisado em microscópio para visualização do parasita.

“O resultado pode ser obtido em menos de uma hora após o exame. O paciente é imediatamente submetido a tratamento. Os agentes de saúde entregam os remédios para as pessoas infectadas e acompanham o doente para evitar a interrupção do tratamento. No final, é realizado novo exame para verificar a cura da doença. Esta é a maneira mais eficaz para quebrar a cadeia de transmissão da malária”, destaca a assessoria.

Atualmente, o Ministério da Saúde conta com mais de 2 mil laboratórios capacitados só na Amazônia Legal. Segundo o coordenador do programa, José Ladislau, mais de 1,5 mil microscópios foram distribuídos para a região nos últimos três anos, priorizando-se os municípios onde há maior risco de transmissão da doença.

Paralelamente, o ministério criou um sistema específico para registro das informações sobre o número de casos da malária na região. O objetivo é acompanhar e analisar periodicamente os dados para identificar necessidades de intensificação das ações de controle, conforme os indicadores epidemiológicos.

A agência salienta, porém, que o planejamento e a execução de ações de controle da malária esbarram nos problemas do crescimento urbano desordenado na região Norte do País.

“As migrações intermunicipais e interestaduais provocam o surgimento de grandes invasões nas periferias de Manaus e de Porto Velho. O intenso processo migratório na Amazônia - região endêmica de malária - tem aumentado o contato social e, conseqüentemente, a força de transmissão da doença”, destaca.

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