Tribuna do Leitor

Correios


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Começou mal o atendimento nos Correios. Fui lá, para comprar selos e postalizar uma carta e ao invés daquela fila única tradicional, com muitos caixas para atender e atendendo rápido e a outra fila dos idosos, curta, com atendimento também rápido, tudo simples e fácil de entender, para todos, eis que me deparo com um atendimento completamente diferente, antipático, complicado e demorado.

Havia uma engenhoca que deveria ser digitalizada para fornecer uma senha, cuja senha nos remetia a uma porção de cadeiras estofadas, enfileiradas, onde deveria ser aguardada a chamada da nossa senha.

A quem beneficia esse tipo de atendimento? Visto que vão aos Correios as pessoas mais simples, que não têm site, e-mail e faxes e também idosos que, às vezes, esquecem seus óculos e têm dificuldade para entender o linguajar moderno e sofisticado dessas máquinas inventadas para complicar a vida das pessoas. Certamente não é a esse povo que beneficia.

O mais provável é que algum empresário com dinheiro sobrando teve idéia de multiplicar seus lucros inventando um tipo de atendimento que passa a usar máquinas certamente caras, cadeiras também caras e em grande quantidade e de boa qualidade, isso multiplicado pela imensa quantidade de agências dos Correios de todo o País. A ele se juntaram “patrocinadores” políticos do tipo daquele “o povo que se exploda” do Chico Anísio e mais alguns medalhões da cúpula dos Correios. para dividirem os lucros, principalmente os políticos que já estão arrecadando dinheiro para a próxima campanha eleitoral.

Além dessa modificação que só atende interesses sei lá de quem, ao invés de atender ao povo, deparei-me também com o aumento da tarifa de carta simples que foi de 40 para 50 centavos, fora o resto.

Seria interessante que essas operações, tipo anaconda, se estendessem também até os Correios, para se saber por que e em favor de quem foi feita essa modificação. Talvez seja também para que o povo não possa reclamar que teve de esperar na fila; ao invés de fila agora tem chá de cadeira e cadeira cara, como ficha de máquina sofisticada na mão. E quem é que está ficando com o lucro? O povo não é, com certeza, pois até está sendo mais onerado com o aumento de tantas tarifas. (Isolina Bresolin Vianna - RG 3.027.947)

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