Polícia

Serralheiro é preso pela morte de idoso

Diego Molina
| Tempo de leitura: 2 min

A Polícia Civil prendeu ontem o serralheiro Eduardo Madureira Roja, 36 anos, acusado de matar Antônio Prado Filho, de 62 anos, na última terça-feira. A Delegacia de Investigações Gerais (DIG), que conduziu os trabalhos, apurou que Roja já vinha realizando ameaças à família da vítima e que a causa da morte foi traumatismo craniano encefálico, provocado por pancadas de um instrumento contundente e do impacto com o asfalto, na queda.

A acusação deve ser agravada em virtude do Estatuto do Idoso, lei aprovada em outubro do ano passado e que entrou em vigor neste mês, que tem o objetivo de garantir os direitos e a proteção de pessoas maiores de 60 anos.

De acordo com Dinair José da Silva, delegado do 4º Distrito Policial (DP), onde está instaurado o inquérito do caso, este poderá ser o primeiro homicídio em Bauru a ser enquadrado pelo estatuto.

“A nova lei diz que, tanto para homicídio culposo (sem intenção) como doloso (com intenção de matar), se o crime é cometido contra pessoa maior de 60 anos, a pena é aumentada em um terço”, explica.

O crime

Segundo o delegado-titular da DIG, J.J. Cardia, Roja mantinha há alguns anos um relacionamento com a enteada da vítima, Nilce Aparecida Lima. Os problemas que culminaram com a morte de Prado Filho tiveram início no Natal, quando o rapaz teve uma crise de ciúmes com Nilce e seu padastro. Desde então, ele seguia fazendo ameaças por telefone e, mais tarde, pessoalmente na residência da família.

Por conta das ameaças constantes, a família foi obrigada até a alterar o número do telefone da residência. “Apurou-se que Eduardo (Roja) realmente teria ‘prometido’ matar Nilce ou Antônio”, declara o delegado.

Na madrugada da última terça-feira, Prado Filho estava a caminho do Posto de Saúde do Redentor, onde tinha uma consulta marcada, quando foi abordado por Roja, na quadra 3 da rua Santa Paula.

Na ocasião, moradores do local contaram que ouviram a discussão entre os dois, por volta de 4h45, e também as pancadas e os gritos da vítima.

Roja evadiu-se do local e foi localizado pela polícia no final da manhã. Em seu depoimento, ele confirmou ao delegado Cardia que realmente havia brigado com Prado Filho naquela madrugada e que havia aplicado uma rasteira para derrubar a vítima, fazendo com que ela batesse a cabeça contra o asfalto. A vítima, porém, tinha diversos ferimentos profundos no rosto e um trauma profundo no crânio, que provocou perda de massa encefálica.

De acordo com Cardia, Roja sofre de problemas mentais e estava em tratamento do Hospital da Sociedade Beneficente Cristã. Ele teve sua prisão temporária decretada e foi conduzido ontem para a Cadeia Pública de Avaí, onde deve aguardar até ser transferido para o Centro de Detenção Provisória (CDP).

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