Jaú - No prazo de um mês, moradores do bairro Santo Ivo, em Jaú (47 quilômetros a Leste de Bauru), por duas vezes, foram duramente afetados pelas fortes chuvas que caíram sobre a cidade. Algumas famílias perderam praticamente tudo o que tinham.
Na noite da última sexta-feira e madrugada do sábado, o estrago foi menor, mas a cobrança dos moradores obrigou a prefeitura a anunciar algumas medidas emergenciais para evitar que novamente as casas daquele bairro e de outros mais próximos sejam invadidas pela enxurrada.
Após uma reunião, realizada ontem à tarde entre os representantes da prefeitura, da Defesa Civil e do Corpo de Bombeiro e outros, ficou decidido que o município vai tentar resolver o problema em sua origem.
Sem as galerias de captação de águas pluviais no bairro, a enxurrada começa na parte mais alta, onde existem alguns terrenos vazios e atinge com força as residências que ficam na parte baixa.
A idéia da prefeitura é construir bolsões nesses terrenos para captar a água da chuva e evitar que ela desça em grande quantidade.
Mas com o passar do tempo, esses bolsões provavelmente vão ficar assoriados e perderão a capacidade de reter a água. Ciente disso, a prefeitura diz estar elaborando um projeto, para encaminhar ao governo do Estado, com medidas definitivas para acabar com os alagamentos na região do Santo Ivo.
De acordo com o chefe de gabinete do município, Ariovaldo Aparecido Mantelli, um dos itens do projeto será a construção das galerias pluviais.
Por ser um serviço que vai exigir um “volume de recursos considerável”, segundo definição de Mantelli, o município não terá condições de arcar sozinho com os custos. Por isso, para sair do papel, o projeto vai precisar da ajuda do governo.
Para Mantelli, o dinheiro deverá sair ainda este ano. “Quando se trata de obras emergenciais, o governo tem liberado o dinheiro mais rápido”, disse.
Enquanto a ajuda oficial não chega, os moradores vão ter de se contentar com os serviços provisórios. Para isso, será preciso convencer os proprietários dos terrenos sobre a importância dos bolsões. Sem a autorização deles, nada poderá ser feito.
Uma conversa entre eles e representantes da prefeitura está marcada para amanhã. Se tudo correr bem, os serviços devem começar na próxima semana.
“Levando em consideração o contato preliminar que fizemos com esses proprietários, não vamos ter problema com a autorização. Eles estão sensibilizados com o problema e sabem que o serviço é de primeira necessidade”, declarou Mantelli.
Uma vez iniciado, o serviço levará cerca de duas semanas para ficar pronto. “Isso se não chover muito”, ponderou o chefe de gabinete.
Os bolsões serão construídos por máquinas e funcionário cedidos por uma associação de municípios. Os custos serão apenas com a estadia do funcionário e com o abastecimento das máquinas, segundo informou Mantelli.