Regional

Chuva faz estragos em Barra Bonita

Adilson Camargo
| Tempo de leitura: 3 min

Barra Bonita - Depois de Jaú, Avaré e Iacanga, anteontem foi a vez de Barra Bonita (68 quilômetros a Sudeste de Bauru) sofrer com as fortes chuvas, típicas desta época do ano. Além dos prejuízos materiais, a tempestade provocou ainda a morte de um aposentado. Ele acabou se afogando, depois que o carro em que estava foi lançado em um buraco pela enxurrada.

Até ontem à tarde, o Departamento de Obras ainda não havia concluído levantamento do prejuízo financeiro que a chuva causou ao município.

Embora a água tenha entrado em algumas residências, nenhuma família ficou desabrigada. A chuva durou cerca de meia hora e atingiu um índice de 72 milímetros.

Como comparação, a quantidade de água foi maior do que a que caiu sobre Jaú no dia 9 de dezembro, quando 65 pessoas ficaram desabrigadas e várias residências foram danificadas. Na ocasião, choveu 53,5 milímetros, segundo as medições feitas pela estação hidrometeorológica da Faculdade de Tecnologia (Fatec).

O prejuízo, segundo levantamento da Comissão Municipal de Defesa Civil (Comdec), ficou em torno dos R$ 600 mil.

Em Barra Bonita, o Centro da cidade foi uma das regiões mais afetadas pela enxurrada. Parte do asfalto da avenida Caio Simões foi completamente arrancada do solo, deixando a terra à vista.

Buracos se formaram na avenida Industrial e parte da guia e sarjeta da rua Ângelo Scarpin, no Jardim Nova Barra, foi destruída pela correnteza.

Neste caso específico, o prejuízo foi calculado em torno de R$ 150 mil. O serviço, que havia sido concluído em novembro passado, terá de ser refeito pela prefeitura.

Segundo a assessoria de imprensa do município, assim que as obras de guia e sarjeta forem retomadas, a prefeitura deverá aproveitar para asfaltar a rua - a única sem pavimentação no bairro.

Ainda de acordo com a assessoria, a rua era para ter sido asfaltada no fim do ano passado, mas não o foi por falta de recursos. A espera acabou saindo mais cara para o município, que agora terá de refazer o que já estava pronto.

As obras deverão ser retomadas dentro de 30 dias, segundo informou a assessoria.

Quanto à avenida Caio Simões, ela começou a ser recuperada ontem e deve ser liberada para o trânsito até o fim da semana.

Se o tempo permitir, a prefeitura deverá encerrar todas as obras de recuperação da cidade dentro de 40 dias, segundo previsão do Departamento de Obras.

Algumas medidas preventivas podem ter evitado que o estrago tivesse sido ainda maior, anteontem. Segundo a assessoria, pouco antes do início do verão, a prefeitura determinou a limpeza das galerias pluviais e o aprofundamento do leito dos córregos Barra Bonita e Água dos Moraes.

Com isso, as águas tinham como ser escoadas com mais facilidade. No entanto, anteontem, as enxurradas levaram muita sujeira para as galerias e elas entupiram, causando alagamento.

A última vez que o município teve sérios prejuízos com as chuvas foi em janeiro de 1999, quando 12 casas foram invadidas pela enxurrada e algumas famílias perderam tudo o que tinham. Na ocasião, chegou a chover 130 milímetros em 1 hora e 20 minutos.

Nas últimas semanas, cidades como Jaú, Avaré e Iacanga também foram atingidas por fortes chuvas. Em Jaú, famílias ficaram desabrigadas e o prejuízo para o município foi de quase R$ 600 mil, por causa de um temporal, em dezembro.

Na semana passada, árvores foram arrancadas e várias casas ficaram destruídas em Avaré. Em Iacanga, cerca de dez residências ficaram inundadas após o rompimento de uma barragem de contenção de águas pluviais, na sexta-feira passada.

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