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Setor do queimados do HE terá 21 leitos

Diego Molina
| Tempo de leitura: 2 min

A Unidade de Queimados no Hospital Estadual (HE) de Bauru, que deve ser aberta até o final de março, funcionará 24 horas e contará com 17 leitos na enfermaria e quatro na Unidade de Terapia Intensiva (UTI). O serviço atenderá pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) de Bauru e região.

A médica Gilka Barbosa Lima Nery, coordenadora do programa de atendimento a queimados da Secretaria de Estado da Saúde, responsável pela instalação da Unidade de Queimados do HE, disse que a implantacão do serviço deve seguir uma série de normas técnicas, tanto para a instalação física quanto para os recursos humanos.

“Temos todo um equipamento necessário, mas tudo está praticamente pronta. A equipe de enfermagem já está montada e está passando por um treinamento em São Paulo, e agora estamos montando a equipe médica”, afirma.

A Unidade de Queimados necessita, além da equipe médica e de enfermagem, uma equipe profissional composta por cirurgiões plásticos, psicólogos, nutricionistas, assistente social, terapeuta ocupacional, fisioterapeuta. Ao todo, serão 14 médicos, 13 enfermeiros e mais de 20 outros profissionais.

O HE foi inaugurado em novembro de 2002 e atualmente está com 211 leitos em funcionamento. A meta é que a unidade esteja funcionando com toda a sua capacidade, 380 leitos, até o final de 2005.

O coordenador da unidade, o cirurgião plástico e professor da Faculdade de Medicina de Botucatu, Aristides Palhares, explica que alguns profissionais já estão contratados mas ainda é necessário realizar um concurso público para completar o quadro.

Segundo Palhares, o custo da manutenção mensal da unidade deve ficar em torno de R$ 200 mil. “O custo é alto, mas é diretamente proporcional ao protocolo, à sofisticação da equipe que não deixa de oferecer o melhor aos pacientes. Mesmo com tecnologia de ponta, este é um paciente que ficará marcado para o resto de sua vida, então ele precisa de um apoio especial”, diz Gilka.

A função da equipe multidisciplinar, segundo a coordenadora, será também de dar amparo à família dos pacientes, com orientação sobre os cuidados com a queimadura, alimentação, exercícios e apoio psicológico.

Gilka destaca que mais de 50% dos pacientes com queimaduras são crianças que permanecem sozinhas em casa, às vezes cuidado da casa e preparando comida. “Por isto, além do trabalho hospitalar, queremos iniciar programas abrangentes com campanhas de prevenção de acidentes. Teremos trabalhos em conjunto com a Secretaria da Educação e a prevenção de queimaduras fará parte do currículo das escolas”, declara.

Com a instalação da Unidade de Queimados no HE, a atual unidade que funciona no Hospital de Base deve ser desativada, e o espaço, utilizado para ampliação da clínica médica.

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