Regional

Polícia esclarece homicídio em Potunduva

Adilson Camargo
| Tempo de leitura: 2 min

Jaú - O delegado Euclides Salviato Júnior, do 4º Distrito Policial de Jaú (47 quilômetros a Leste de Bauru), acredita ter desvendado a morte do trabalhador rural Edivonaldo Santos de Souza, 23 anos, morador no distrito de Potunduva.

Ele foi executado com quatro tiros - três no peito e um na nuca - em frente a sua casa, quando saía para trabalhar, na manhã do dia 15 de dezembro do ano passado.

O principal suspeito, Lucivaldo Inácio de Souza, 23 anos, é primo da vítima e teria confessado ser o autor dos disparos na última segunda-feira. Embora tenha admitido somente agora a participação na morte do lavrador, o acusado está preso temporariamente há cerca de um mês.

Ontem, a polícia foi até a casa dele, em Potunduva, e encontrou a arma que teria sido usada no crime. Segundo o delegado, foi o próprio acusado quem indicou o local onde estava guardado o revólver. Os policiais disseram ter encontrado também a touca usada por Lucivaldo no dia do homicídio.

Segundo informou Salviato Júnior, o inquérito policial será encerrado amanhã e no mesmo dia vai ser entregue no Fórum, com pedido de prisão preventiva do acusado.

O delegado disse ter encontrado dificuldades para obter informações de moradores do distrito, mas mesmo assim teria conseguido colher dados que incriminavam Lucivaldo.

Enquanto mantinha o acusado na prisão, a polícia continuou procurando provas e ouvindo moradores. “Chegou um momento que nós tínhamos todas as provas que precisávamos. Diante disso, não teve outro jeito e ele (o acusado) entendeu que era melhor confessar e mostrar arrependimento do que continuar negando”, disse o delegado.

De acordo com Salviato Júnior, o acusado alegou ter assassinado Edivonaldo por não suportar mais ser provocado pelo primo.

Segundo ele, as provocações começaram depois que Edivonaldo passou a se relacionar com uma ex-namorada dele (de Lucivaldo).

O acusado morava em São Paulo, mas toda vez que retornava a Potunduva, onde estava a família, era provocado pelo primo. Segundo o acusado, foi por esse motivo que ele decidiu matar o lavrador.

Lucivaldo será indiciado por homicídio e, segundo o delegado, deverá ser levado a júri popular por se tratar de um crime doloso contra a vida. A pena para homicídio varia de 15 a 30 anos de prisão.

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