A Secretaria Municipal de Obras irá conhecer hoje as propostas das três empresas que foram habilitadas a participar da licitação para execução do plano de asfalto comunitário, que tentará pavimentar 600 ruas de terra de cinco setores da cidade. A prefeitura reservou R$ 4,5 milhões para a realização das obras.
O asfalto comunitário prevê a pavimentação das ruas em que pelo menos 75% dos moradores concordem em pagar pelo serviço. O restante é repassado à empreiteira pela administração municipal, que se encarrega de encaminhar, posteriormente, a cobrança para quem não aderir ao plano.
O secretário municipal de Obras, Jorge Roberto Monteiro, está otimista quanto à adesão dos moradores ao projeto. “Temos tido bastante procura, embora saibamos que qualquer classe social enfrenta, hoje, dificuldades financeiras. Em um primeiro momento, a pessoa reclama do preço, mas há uma conscientização de que o asfalto é necessário e que ele é um investimento para o imóvel”, argumenta.
Ele acredita que seja possível atingir a meta de 600 quadras asfaltadas. “Temos que partir do pressuposto que poderemos executar os 100% previstos, até porque o plano irá vigorar durante 12 meses”, justifica.
Monteiro ressalta, porém, que a secretaria só dará o sinal verde para o começo da pavimentação se a rua possuir a infra-estrutura adequada para receber o asfalto. “Se houver a necessidade de galerias, por exemplo, as obras não poderão ter início imediato. Também é preciso pedir uma avaliação ao DAE (Departamento de Água e Esgoto) para verificar as condições da rede de água e esgoto”, explica.
A previsão do secretário é que as empresas comecem a fazer a consulta aos moradores até o início do próximo mês. “Depois disso, elas precisam nos dar um retorno sobre o resultado da pesquisa, para que possamos autorizar a contrapartida da prefeitura. Acredito que até março comecemos a pavimentação em alguns lugares”, prevê.
Monteiro diz que ainda não é possível saber quanto cada morador terá que pagar se quiser aderir à iniciativa. “Vai depender muito das propostas que recebermos. Também pode haver variação de um setor para o outro, pois há ruas mais novas em que é mais fácil executar o serviço”, diz.
Apoio
Para os moradores ouvidos pela reportagem, pagar pela pavimentação é um mal necessário. “O chão de terra é muito ruim. Acho que o asfalto comunitário seria uma boa saída para resolver esse problema, mas antes quero analisar bem a proposta”, afirma a dona de casa Maria da Graça Pinto, que reside no Parque Santa Edwirges.
A opinião é compartilhada pela dona de casa Sandra Cristina Carvalho, que mora no Parque Paulista. “Se for consultada, irei aderir com certeza, mesmo tendo que pagar. A gente faria um sacrifício para melhorar a qualidade de vida, principalmente em épocas de chuva”, argumenta.
Já a dona de casa Andrea Aparecida Rodrigues da Cunha, que aderiu ao asfalto comunitário em 2002, se acha injustiçada. “Paguei 12 parcelas de R$ 65,00 e teve gente na rua que não pagou nada. Com isso, saí prejudicada. Precisava ter sido algo melhor organizado”, lamenta a moradora da Vila Nova Esperança.
O gráfico Marcelo William Vivono não assinou o contrato com a empreiteira, mas viu a rua da sua residência, também na Vila Nova Esperança, ser asfaltada. “Não aderi ao plano devido ao custo. Eu teria que pagar R$ 600,00. Para mim, não compensava na época”, declara.
Ele afirma que ainda não recebeu nenhum aviso de cobrança por parte da prefeitura. “Soube que chegou apenas o boleto bancário para quem assinou o contrato com a empresa”, comenta.
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Passagem
A Secretaria Municipal de Obras também abriu o processo licitatório para construir uma passagem sobre o córrego Água da Lagoa, no Parque Jaraguá. Serão investidos R$ 235 mil nas obras, dos quais R$ 94 mil vindos de um convênio assinado com a Defesa Civil do Estado de São Paulo.
Segundo o secretário municipal de Obras, Jorge Roberto Monteiro, a construção da passagem irá beneficiar os moradores do bairro. “É um local que recebe um grande fluxo de pessoas”, analisa.