Se você começou o ano mal e sente-se desanimado, cansado, derrotado, entre outras sensações desagradáveis, lembre-se daquele provérbio: “Depois da tempestade vem a bonança”. É comum termos momentos de “baixo astral” pois nem sempre as coisas acontecem como gostaríamos que elas acontecessem. Temos muitas expectativas acerca do futuro que não chegam a ser correspondidas, somente imaginadas, sonhadas, idealizadas. Fazer o quê?! Esse é o temperinho da vida. É o que lhe dá sabor; senão, onde estaria toda a emoção em viver?
Precisamos entender que um dia não é como o outro. Talvez, atravessemos uma fase difícil, mas fases difíceis também passam. Um pouco de paciência e fé, aqui entendida como crença em dias melhores, é o suficiente para nos sustentar até nossa próxima alegria.
Todo mundo passa por períodos de tristeza. Sei que é difícil pois também conheço muitos desses momentos angustiantes. Só que aprendi, ao longo dos anos, que valorizar os sentimentos negativos faz com que eles se fortaleçam e passem a ser uma ameaça real à nossa felicidade, principalmente porque vão, pouco a pouco, minando nossas esperanças de um futuro melhor.
Outra coisa que aprendi é que podemos escolher entre ficar aborrecidos diante de situações pouco favoráveis, ou encará-las como fonte de aprendizado e auxílio. É uma questão de opção, pois “o mundo tem a cor que a gente pinta”. Se focalizamos os problemas, então, só problemas existem. Se focalizamos ao redor, enxergamos outras coisas que antes não havíamos percebido, tão envolvidos com os nossos próprios pesares.
Sei que não é tarefa fácil pois se fosse assim, fácil, a maior parte das pessoas seria satisfeita e agradecida pelas oportunidades de aprendizado que a vida proporciona. Infelizmente, não é o que vemos por aí, por aqui ou por lá... Temos uma incrível relutância em ver a vida com “bons olhos” pois, dessa forma, deixamos de ser vítimas das circunstâncias e, automaticamente, deixamos de receber toda a admiração e piedade alheia que nos certificam de que somos pessoas boas e sofredoras, o que implica para muitos em sentirem-se merecedores.
Ora, todos nós somos merecedores, não importa se sofremos ou deixamos de sofrer. Ocorre que a forma como fomos educados nos predispõe a acreditar que somente aquele que sofre e se esforça demasiadamente deve ser merecedor de algo bom, algo melhor. Assim, vamos procurando sofrer bastante pois queremos ser merecedores de boas coisas. Perdemos muitas oportunidades de alegria e contentamento por acreditar que não merecemos usufruí-las até que nosso esforço seja completo. Peço que reflita um pouco como tem sido a sua vida ultimamente. Coisas negativas acontecem a todos, todos os dias. Olhe para elas como fonte de aprendizado; tire o máximo dessa experiência; e pode sorrir sim, você merece!
A autora, Maria Regina Canhos Vicentin, é psicóloga e autora do livro “Buscando a Felicidade” - Editora Celebris.