Tribuna do Leitor

A guerra dos sem dedos


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Na coluna “Opinião” deste conceituado jornal de ontem, pude ver quanta sabedoria literária o jornalista, professor titular da USP e consultor político Gaudêncio Torquato possui. Nem me atrevo a debater com tão ilustre autor de uma coluna tão bem escrita. Mas como não poderia me calar perante o que li, resolvi perguntar ao sr. Gaudêncio se ele reside no Brasil. E se a resposta for positiva, se ele ama nossa Pátria Mãe? E se ama, por que não a defende?

Não consigo me conformar que, em pleno século 21, ainda temos que ficar nos curvando para o todo poderoso Estados Unidos.

Sei bem que é a maior economia do mundo, que lá não tem inflação, que o desemprego é baixo, que possuem um arsenal nuclear capaz de acabar com o mundo uma centena de vezes, mas e daí?

Caso o professor não saiba, aqui nós temos a segunda maior produção de grãos do mundo. A cada dia que passa, nossa produção de petróleo nos torna ainda mais alto suficientes. Temos aço de sobra, ouro, alumínio, carvão, terra fértil, o melhor futebol do mundo, um povo maravilhoso sempre hospitaleiro, e uma coisa que ninguém tira da gente. Deus é brasileiro.

Sei das inúmeras coisas ruins que o professor possa vir a enumerar que acontecem em nosso país. Mas abaixar a cabeça e as calças para os americanos é coisa de quem não tem amor à pátria. Está na hora de dar um basta.

A forma que o ilustre escreveu a coluna me faz pensar que é também a favor da entrega, por total, da nossa Amazônia. Veja bem professor, eu disse NOSSA. Que tal deixarmos que eles venham usar nosso solo e nosso céu para fazer experiências espaciais sem nos deixar nem saber o que estão fazendo? Já que é a favor de abrir nossos aeroportos e portos para eles sem que se identifiquem, podemos entregar as chaves e só ficar olhando do lado de fora.

O ilustre diz também sobre a forma de identificação. Tenho certeza que deve ter escrito sua coluna sem antes ver em todos jornais que, a partir de hoje, 16/01, os aeroportos de São Paulo e Rio de Janeiro, por onde entram 90% dos americanos no Brasil, já estão equipados com aparelhos iguais que se encontram nos aeroportos deles. O tempo de identificação é de 30 segundos. Nada mal para um país de terceiro mundo.

Quanto às flores, concordo com o professor. Todos, independente da nacionalidade, que entrarem em nosso País merecem flores. Mas se colhe o que se planta. E os americanos não plantam flores nem amizades, só arrogância, prepotência e discriminação aos mais pobres.

Infelizmente, enquanto tivermos homens como o sr. trabalhando em prol da liberdade dos outros, nosso País continuará na mesma situação que se encontra hoje, entregue aos Estados Unidos.

Nosso presidente, mesmo com um dedo a menos, quando mandou continuar a identificação americana, mostrou que tanto lá quanto aqui, somos iguais.

Eduardo Rubio - RG 15.635.952

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