Cultura

Obra de Alencar continua atual

Cristiane Goto
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José Martiniano de Alencar é considerado um dos maiores romancistas do literatura brasileira. O autor - que nasceu em 1829 na cidade de Mecejana (Ceará) e morreu em 1877 no Rio de Janeiro - escreveu verdadeiras obras-primas, como os romances urbanos “Senhora”, “A Viuvinha”, “Lucíola”, “Diva”, “A Pata da Gazela” e “Cinco Minutos”.

Além disso, Alencar destacou a figura do índio através dos livros “Ubirajara” e “O Guarani”. Isso sem contar a publicação de várias obras de caráter regionalista - entre elas, “O Gaúcho”, “O Tronco do Ipê” e “O Sertanejo” - e romances históricos, como “As Minas de Prata” e “A Guerra dos Mascates”.

Diante da extensa trajetória literária de Alencar, não é difícil presumir o motivo da publicação de três obras baseadas em sua trajetória. Os novos livros “José de Alencar e o Teatro” e “O Demônio Familiar” prometem enaltecer o trabalho do romancista. Já a reprodução de “Iracema” - obra que conta a história de amor da Virgem dos Lábios de Mel e do guerreiro branco Martim Soares Moreno - tenta resgatar o lado indianista do escritor.

Para o presidente da Academia Bauruense de Letras, Munir Zalaf - que estuda há vários anos as obras de Alencar - o romancista exerce uma importância vital para a literatura brasileira. “Ele foi um grande autor. ‘O Guarani’ é um excelente romance que ganhou um filme no Brasil”, aponta.

“Ele é um marco dentro das letras brasileiras, que inclusive ultrapassam fronteiras. A obra de Alencar é sempre atual. Ele escreve para nossa época e seus títulos deve estar obrigatoriamente em qualquer biblioteca brasileira, seja ela pública ou particular”, observa Munir.

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