Tribuna do Leitor

Pronto-socorro imundo... Médico incompetente!!


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Há alguns dias passados, por volta das 15h30, sofri uma terrível queda ao descer as escadas do prédio onde moro e, infelizmente, sofri um gravíssimo ferimento na perna esquerda, onde houve um “rasgo” no qual recebi 13 pontos, embora o ferimento, pela sua extensão, teria que receber 23 pontos e não treze apenas. Fui socorrida por minha irmã e levada às pressas ao Pronto-Socorro Central Municipal. Chegando naquele nosocômio, veio um funcionário, um senhor muito atencioso, com uma cadeira de rodas e me transportou até ao interior do pronto-socorro, ficando minha sobrinha como acompanhante, porquanto, através do ferimento imenso, via-se claramente o osso da canela!!

Em seguida, ali apareceu um enfermeiro muito sério dizendo: “Vai ter que esperar para a assepsia.” Fiquei ali aguardando a boa vontade dos funcionários. De repente, surge uma senhora portando um rodo e um pano molhado, cuja funcionária trajava-se normalmente, sem qualquer tipo de uniforme condizente com o local e calçava um “chinelo de dedo”. Essa funcionária começou a passar aquele pano imundo no chão e saiu!!! Pergunta-se: isso é assepsia?

Na minha frente entrou um moço maltrapilho, deitou-se na mesa em que eu iria também deitar para iniciar a sutura na minha perna ferida. Minha sobrinha fez uma pergunta óbvia ao enfermeiro grosseiro: “Vai demorar pra fazer a sutura na minha tia?” Respondeu grosseiramente e sem qualquer tipo de educação o enfermeiro: “Tem que esperar!!” Eu sangrava abundantemente naquela cadeira de roda, quando, passado um tempão, aquele enfermeiro disse: “Pode entrar.” Minha sobrinha então empurrou a cadeira de rodas, quando foi interceptada pelo enfermeiro, que assim se pronunciou: “Não precisa cadeira... ela vem andando!!” Não tive outra alternativa, senão levantar-me da cadeira e sair andando, deitando-me naquela mesa, sem nenhuma ajuda do faltoso funcionário.

Ele colocou as luvas e dirigiu-se a mim, iniciando a assepsia. Minha sobrinha, preocupada comigo, perguntou: “É o senhor que vai fazer a sutura?” Responde ele bastante ríspido: “Não... é o médico.” Sou ex-funcionária do Pronto-Socorro Central, trabalhei na portaria, no tempo do dr. Adolfo Miraglia e do superintendente, senhor José Regino. Com certeza posso afirmar que naquela época a situação era outra, os funcionários tratavam muito bem os pacientes e hoje, vendo-me na situação de uma paciente, envergonho-me do atendimento pobre e precário, por funcionários e alguns médicos sem qualquer noção de tratamento cortês ao público!! Vi que aquele enfermeiro abriu a porta com as luvas contaminadas, já usadas, mexeu em meu grave ferimento e saiu da sala, logo em seguida ele retornou, retirou as luvas que já estavam em seus bolsos, colocou-as novamente e veio auxiliar o médico com as luvas contaminadas.

Se tudo isso não bastasse, o médico que me atendeu, no meu modo de ver, bem incompetente, suturou muito mal o meu ferimento, colocando apenas 13 pontos, quando na realidade seriam necessários 23 pontos, pois havia muita distância entre um e outro ponto e isso redundou em ajuntamento de pus e minha perna ficou preta, infeccionou e ficou muito dolorida, necessitando retornar, onde o outro médico chegou a criticar a sutura do colega e mandou retirar todos os pontos e fez raspagens, num sofrimento terrível para mim, com dores agudas e intolerantes, sem poder usar anestesias. Até há pouco tempo, ainda estava acamada sem poder andar, com o ferimento aberto, tudo por causa daquele medíocre médico que me atendeu de início. Pretendo consultar um advogado sobre a possibilidade de entrar na Justiça, com uma ação indenizatória, por um possível erro médico ou coisa que o valha!! Se for preciso, darei o nome desse médico e fico aqui pensando no sofrimento e risco que correrão os pacientes que caírem nas mãos desse medíocre facultativo. Agradeço a este dileto jornal, pela publicação.

Lourdes Silva Campos - funcionária aposentada do Pronto-Socorro Central Municipal

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