Saúde

Pré-natal é principal ação preventiva

Sabrina Magalhães
| Tempo de leitura: 3 min

Especialistas são unânimes em afirmar que os acompanhamentos pré e pós-natal são essenciais para a segurança de mãe e filho. Consultas e exames periódicos permitem que eventuais problemas sejam identificados e tratados precocemente, reduzindo os riscos de morte.

“A mulher deve iniciar o pré-natal o mais cedo possível, de preferência nos três primeiros meses da gestação”, informa a médica Cristiane Castilho, coordenadora de ginecologia da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) de Bauru.

Até o final da gravidez, serão aproximadamente seis consultas. “É um período de muitas dúvidas. A mulher deve tirar todas essas dúvidas durante as consultas. Ela tem que se sentir segura e tem que estar bem informada sobre vários itens, como os cuidados com a alimentação e a importância de não ganhar peso exagerado”, destaca a médica.

Os médicos dividem a gestação em três fases. No primeiro trimestre (tão logo a gravidez é confirmada), a mulher deve fazer uma série de exames de laboratório para verificar quais são as condições do organismo para enfrentar a gravidez. Afinal, o desenvolvimento do feto vai exigir trabalho dobrado do organismo da mãe.

Algumas doenças podem comprometer a saúde de mãe e filho e precisam ser tratadas o mais precocemente possível. É o caso da hipertensão arterial. Um aumento repentino da pressão pode levar o organismo da mulher a “fechar” os vasos sangüíneos, comprometendo a oxigenação do bebê.

O coração também merece cuidados. Ele é um dos órgãos mais exigidos neste período. O transporte de nutrientes e oxigênio através do sangue precisa ser muito mais eficiente e um distúrbio cardíaco representa séria ameaça para mãe e filho.

O diabetes gestacional é outra complicação. O excesso de açúcar no sangue debilita a saúde da mulher, prejudica seu sistema circulatório, afetando os rins e facilitando os inchaços. Isso significa que as alterações comuns da gravidez serão potencializadas. Além disso, oscilações no nível de glicemia também desregulam o crescimento do bebê e propiciam o parto prematuro.

Fora isso, existem as doenças infecciosas, como as hepatites, a sífilis, a toxoplasmose e a aids. Se não forem diagnosticadas e tratadas a tempo, podem prejudicar o desenvolvimento do bebê ou mesmo causar sua morte. A detecção precoce, ao contrário, permite ao médico administrar tratamentos específicos capazes de reduzir ou mesmo eliminar os riscos.

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Bauru teve 6 mortes em 2002

A coordenadora de ginecologia da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) de Bauru, Cristiane Castilho, informa que a cidade registrou seis mortes maternas em 2002. “A estatística de 2003 ainda não foi fechada, então, não temos como saber se houve uma redução. Mas a cidade já trabalha pelo controle da mortalidade materna e neonatal em outros programas”, comenta.

Segundo a médica, a rede municipal de saúde prioriza o atendimento pré-natal, oferecido em todas as unidades básicas de saúde da cidade. Além do acompanhamento médico e dos exames regulares, as gestantes cadastradas podem contar com orientação nutricional e psicológica.

“Estamos melhorando a assistência ao parto, com a implantação do Programa de Humanização do Parto. Também foi montado um ambulatório para gestação de alto risco na Maternidade Santa Isabel, para acompanhamento das gestantes que apresentam complicações ou que têm doenças de base”, completa.

Ela afirma que o município aguarda uma reunião em fevereiro para fazer um balanço das atividades de 2003 e traçar as novas ações a partir das determinações federais.

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