Bairros

Número de casas aprovadas cai 20,26% no ano

Diego Molina
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Os dados da Secretaria Municipal de Planejamento (Seplan) indicam que o número de residências construídas e aprovadas com habite-se expedido reduziu 20,26% de 2002 para 2003, passando de 1.125 unidades para 897 unidades. Os motivos principais da variação negativa estendem-se da diminuição da renda da população à dificuldade em conseguir financiamento.

A secretária-adjunta da pasta, Tânia Kamimura Maceri, aponta que a retração no setor da construção civil, na comparação dos dois últimos anos, deve-se ainda ao alto custo dos materiais de construção a partir do final de 2002. “Com a saída do Fernando Henrique Cardoso, tivemos uma alta dos preços. Agora, estamos percebendo uma estabilização que pode indicar o crescimento do setor para este ano”, comenta.

Para o presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Indústria da Construção e Mobiliário de Bauru, Cláudio da Silva Gomes, a redução no setor é provocada pela crescente queda do poder aquisitivo da população, o que dificulta a aprovação de financiamentos.

“Enquanto a renda do trabalhador cai, as exigências para se habilitar a um financiamento têm aumentado. Em 2002, a renda familiar exigida para um programa era de R$ 500,00. Em 2003, o valor subiu para R$ 700,00, e neste ano, deve alcançar os R$ 900,00. Este é o maior descompasso que provoca a diminuição de trabalho no setor da construção”, afirma Gomes.

Ele observa que a maioria das residências incluídas nos dados da Seplan devem ter sido aprovadas no primeiro semestre de 2003. “Os recursos minguaram no segundo semestre, quando tivemos pouquíssimas obras iniciadas. E destas, a maioria é de padrão de classe média para cima. Só cresceu na zona sul”.

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