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História que nem todos conhecem


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É ininterrupto o empenho do Ministério da Defesa no sentido da ampliação dos efetivos básicos de seus diversos órgãos, concitando para o alistamento quantos se considerem aptos para o serviço multimilitar. Nota-se semelhante esforço através de chamadas suas não só no âmbito dos meios de comunicação como através de outras iniciativas tendentes a elevar o volume dos seus contingentes. Não teriam necessidades imediatas de fazê-lo, simplesmente porque não se acha o País em guerra ou revolução e, ao mesmo tempo, não tem a desventura de sofrer alguma ameaça do tipo. Faz, entretanto, porque lhe é algo positivo treinar mais homens (mulheres também) para sua serventia quando disso vier a necessitar, garantindo à população a segurança imprescindível para seu desenvolvimento em todos os setores, especialmente plasmando grandes exemplos para a juventude, que em futuro próximo poderá ser sua heroína.

A história das nossas Forças Armadas tem seu nascedouro nos primórdios da colonização quando, descobrindo que holandeses, franceses e ingleses tentavam explorar nossas riquezas vegetais e minerais no século XVI os comandados de Cabral constituíram um grupo de policiamento para vigiar nossas minas de ouro e diamante. Em 1792 nascia o Exército, quando o Marquês de Pombal contratou os primeiros oficiais estrangeiros para a tarefa. Transformações foram acontecendo com o decorrer do tempo e, então, neste ciclópico 2004, o País tem o prazer de aplaudir essa notável organização que é o Exército Brasileiro. Viria, em 1808, a Marinha, ocasião em que D. João VI, vindo ao Brasil, determinou a criação da Academia e do Arsenal, cabendo mais tarde a D. Pedro implantar nossa Marinha de Guerra, afastando a possibilidade de conflitos internos decorrentes da proclamação da independência. Criando o avião, Alberto Santos Dumont se incumbiria de iniciar a história da aviação no mundo e, conseqüentemente, da nossa Aeronáutica, pois que em 1914 se formariam os primeiros aviadores, em 1918 pilotos para o Exército e em 1921 para a Marinha. Eclodida a II Guerra Mundial, a Aviação Naval se reuniu ao Exército, o que em 1941 daria ensejo para o surgimento da Força Aérea Brasileira (FAB), à qual se subordina também a Aviação Civil. É escusado dizer-lhe que, garantindo patrioticamente ao País a segurança que lhes é inata, não precisam as F. A. combater para servir de modelo.

O autor, N. Serra, é o jornalista responsável do JC e delegado regional da Associação Paulista de Imprensa e da Ordem dos Velhos Jornalistas do Estado.

"Senhor dos Exércitos: bem-aventurados os homens que em Ti depositam a sua confiança - Salmos 84.12”.

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