Na edição de segunda-feira (19/1/04), sob o título “Corpo de Bombeiros - Taxa de Sinistro”, um cidadão que freqüenta muito esta coluna comenta a aprovação, pela Câmara Municipal, da contribuição para garantir a prestação e melhoria daqueles serviços essenciais à população. Diz (por sinal, muito acertadamente): “Quando receber minha taxa de sinistro, pagarei no mesmo dia, e você faça o mesmo...”
O escriba, no entanto, mesmo tendo a obrigação de ser uma pessoa esclarecida, sabendo - por exemplo - que a incumbência de todo tipo de segurança pública é do Estado, de maneira repetida não perdoa a prefeitura que, com a omissão daquele, tudo faz para manter com a máxima eficiência e dignidade o serviço dos Bombeiros.
E o prefeito Nilson Costa, por ter como adversário e seguidor obediente do vice-prefeito aquele escritor de cartas (é bom que o leitor saiba disso), é obrigado a ler com freqüência frases como as de segunda (19/1): “Isto é um diploma vergonhoso de incompetência total do Estado mais rico do país e da nossa prefeitura, e mais uma grande vergonha nacional...” e “...todos são apenas vítimas dessas administrações nefastas”.
Quem acompanha A Tribuna do Leitor deve ter muito cuidado com isso. A maioria daqueles que enviam suas cartas faz um comentário crítico ou elogioso com toda seriedade. Há aqueles que o fazem com os mais diversos interesses que vão desde o esclarecimento público, a melhoria dos serviços, a crítica pertinente, à vingança (eis um caso!); do puxa-saquismo à pretensão eletiva. Considerando que em praticamente todos os atos humanos há um certo interesse intrínseco, a maioria deve ser aprovada, uma certa quantidade relevada e o restante abominado. Veja aí uma carta vingativa contra quem não assentiu a uma proposta pior que a de Robert Redford!
Que administração pública é algo complexo e jamais se agradará a todos os gregos e troianos, é sabido sobejamente. Que sempre há críticos de plantão, também. Entretanto, há críticos de governos municipais, estaduais e federais que não são capazes de administrar um prédio, um condomínio (aliás, precisamos detalhar isso, depois) e se julgam estadistas. Sapateiro, atenha-te aos sapatos!
Assessoria de Imprensa da Prefeitura Municipal de Bauru