Bairros

90 agentes atuam no combate à doença

Ieda Rodrigues
| Tempo de leitura: 1 min

Bauru conta com cerca de 90 agentes de combate à dengue, pessoas contratadas pela Secretaria Municipal de Saúde pelo regime da Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT) e pagas com verba do Ministério da Saúde para fazer trabalho de prevenção, eliminar os criadouros do Aedes aegypti, fazer a busca ativa dos suspeitos e nebulizar as casas visando bloquear a doença.

Um dos agentes, que prefere não ter seu nome divulgado, reclamou ao JC que não há estímulo para o trabalho por conta do salário pago e a falta de vale-transporte e vale-refeição. “Quando fui contratado pela primeira vez, em 1999, trabalhava seis horas por dia e ganhava pouco mais de R$ 400,00. Depois trabalhei em outros lugares e agora que retornei o salário, já incluindo a insalubridade, é de R$ 270,00”, conta.

Leonídeo Barbosa de Quadros, coordenador do Programa Municipal de Combate à Dengue, afirma que o salário pago ao agente reduziu porque a carga horária caiu de oito para seis horas diárias. Sobre o transporte, ele diz que é oferecido ônibus para deslocar os agentes aos locais de trabalho.

Mas o transporte da casa do agente até o Departamento de Saúde Coletiva (DSC) é pago pelo próprio trabalhador, lembra a fonte ouvida pelo JC. “Alguns agentes usam dois ônibus para chegar ao trabalho. Eu queria saber porque em São José do Rio Preto o salário do agente é de R$ 400,00 mais vale-transporte, cesta básica e insalubridade e aqui não”, questiona.

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