Economia & Negócios

CEF financia R$ 22 mi em habitação

Gabriel Garcia
| Tempo de leitura: 3 min

A região de Bauru terá uma fatia de R$ 22 milhões do orçamento da Caixa Econômica Federal (CEF) para a habitação durante o primeiro semestre de 2004. Para todo o País, o orçamento da instituição durante o ano será de R$ 8,35 bilhões, o que representa um aumento de 57% em relação ao orçamento para a habitação em 2003. Desse valor, R$ 2 bilhões são recursos próprios do banco, o maior volume já injetado nos últimos dez anos.

A verba definida para Bauru é específica da linha chamada Carta de Crédito FGTS, que utiliza recursos oriundos do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS). De acordo com o gerente de mercado Wanglei Taú, do Escritório de Negócios da Caixa em Bauru, do dinheiro destinado para a região, R$ 5 milhões se referem somente a imóveis na planta. Dos R$ 17 milhões restantes, cerca de dois terços devem ser aplicados na aquisição de imóveis novos.

“A principal premissa dos financiamentos para habitação, além de fornecer a habitação adequada para as pessoas, é que também contribua para a geração de emprego e renda. Os imóveis novos ou em construção contribuem para isso”, afirma Taú.

Além do orçamento anunciado pela Caixa para a região de Bauru, o gerente de mercado afirma que ainda falta definir cerca de R$ 1 bilhão destinado ao Programa de Arrendamento Residencial (PAR). Segundo Taú, o foco da linha está nas famílias de baixa renda, mas a fatia destinada a Bauru ainda não foi anunciada. “A prioridade é para aquelas famílias com renda de até quatro salários mínimos”, diz.

De acordo com Taú, a expectativa da instituição é financiar “bem mais imóveis em 2004” com a verba mais polpuda prevista para este ano, além do aumento do teto do financiamento de imóveis usados, que passou de 50% para 70% do valor total do imóvel. “Será uma fase bastante promissora para o mercado imobiliário”, aponta.

Verba bem-vinda

Para o delegado geral do Escritório Regional do Sindicato da Habitação (Secovi) em Bauru, Riad Elia Said, qualquer ação no sentido de injetar verba no mercado habitacional é bem-vinda para para o setor imobiliário. “Sem dúvida, virá incrementar o setor. Nós estamos precisando de financiamento para todas as áreas, seja de imóveis novos ou antigos”, afirma.

Segundo Said, o foco da Caixa - pregado pela União - de concentrar esforços nos imóveis novos pode trazer benefícios sensíveis à cidade. “A geração de empregos que a construção civil envolve é muito grande”, diz. E completa: “A retomada da parte residencial será muito boa. O setor está muito otimista”.

Na opinião do delegado delegado do Secovi, a instituição precisa colocar em prática regras mais flexíveis para os cidadãos de baixa renda interessados nas linhas de financiamento. “Há um déficit habitacional grande em Bauru, mas é necessário ter facilidade para a aquisição desses imóveis”, observa.

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Usados

Na esteira do anúncio do orçamento gordo para 2004 para os financiamentos habitacionais, a Caixa Econômica Federal (CEF) anunciou a ampliação do teto de financiamento de imóveis usados de 50% para 70% do valor total do bem, válido já para este mês. A linha, fomentada por recursos do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS), atende a famílias com renda de até R$ 2.400,00.

Embora estivesse ameaçada de extinção no final do ano passado por falta de recursos, a linha para imóveis usados volta a se tornar um pouco mais atraente - até outubro, ela contemplava 100% do valor do imóvel. A partir de agora, os 30% restantes devem ser pagos pelo mutuário, que poderá utilizar recursos da conta do prórpio FGTS.

Para se candidatar a um financiamento, o valor total do imóvel não pode ultrapassar R$ 72 mil. O programa Carta de Crédito FGTS prevê prazo de 20 anos para quitação, com juros que variam de 6% ao ano (para famílias com renda de até R$ 1.000,00) a 8,16% ao ano (para renda entre R$ 1.000,00 e R$ 2.400,00).

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