Ramos de Azevedo, o arquiteto responsável por pelo menos 500 prédios históricos de São Paulo, estudou na Europa, na École Spéciale du Génie Civil et des Arts et Manufactures da Universidade de Gante, Bélgica, bancado por sua família de Campinas.
Na volta, para sorte dos paulistanos e de nós, paulistas, como um todo, o gênio brindou a cidade com imponentes obras, transformando o então provinciado em moderno.
O pioneiro da construção civil assinou nada menos do que as obras do Pátio do Colégio, da Praça da República, do bairro da Luz, Vale do Anhangabaú e foi responsável pelas construções dos prédios do Teatro Municipal; do Correios e Telégrafos; do Palácio das Indústrias; da Santa Casa de Misericórdia e do antigo Liceu de Artes e Ofícios, hoje a Pinacoteca do Estado.
Lugares para serem visitados em várias viagens à Capital.
* O JC Turismo participa das festividades do aniversário de São Paulo, com apoio da rede Accor (Hotéis Mercure)
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A luz dos lampiões
A Editora Arx (do grupo Siciliano) acaba de lançar o livro “Meu São Paulo? ...Nunca Mais”, de autoria de Paulo José da Costa Jr., homenageando os 450 anos da cidade.
Mesclando a história da metrópole, principalmente do início do século passado, com fatos que marcaram sua própria vida, Paulo, que nasceu na cidade em 1925, descreve em 17 capítulos repletos de imagens - como da rua 25 de Março, Vale do Anhangabaú, Praça da Sé, Viaduto do Chá, Teatro Municipal, avenidas Brasil, Brigadeiro Faria Lima e Paulista - um panorama de São Paulo de tempos atrás.
Mas não é só! Sob o olhar de quem acompanhou a urbanização e as transformações da cidade de perto, o autor também faz ao longo do livro um passeio romântico e saudosista, através das letras e imagens, ao velho Centro de São Paulo, aos casarões das famílias tradicionais, aos primeiros carnavais com os desfiles realizados em carros abertos (os chamados corsos), aos prostíbulos da Líbero Badaró, às boates, gafieiras, teatros, festas juninas, antigos colégios e aos meios de locomoção da época - cavalos e bondes.
Paulo José da Costa Jr. conta que, nos anos 50, era comum andar a cavalo pelas ruas dos Jardins e que havia bebedouros de ferro no Centro da cidade para estes animais se refrescarem.
Estas e outras peculiaridades do cotidiano e da história da Capital paulista fazem parte desta obra, que causa saudade aos mais velhos e surpresa aos mais jovens.