Polícia

DIG/Garra prende casal com dois carros furtados e documento falso

Ieda Rodrigues
| Tempo de leitura: 2 min

A Delegacia de Investigações Gerais/Grupo Armado de Repressão a Roubos e Assaltos (DIG/Garra) apreendeu dois veículos Gol furtados ontem em Bauru. O curioso é que um deles era dublê - carro furtado que recebe placas de um outro legalizado - e estava sendo vendido a um estacionamento da cidade com base em documento falsificado.

O delegado J.J. Cardia, titular da DIG/Garra, conta que a apreensão foi possível graças ao dono do estacionamento, que desconfiou que o Gol que estava comprando, placas BUE 2737, de Taquaritinga, era furtado e acionou a polícia. “Anteontem, um rapaz, Marcos de Cássio da Cruz, 32 anos, que mora em Araraquara, foi ao estacionamento e vendeu esse Gol ano 95. Ele recebeu R$ 1 mil na hora e ontem ficou de retornar com o recibo de venda assinado e receber os R$ 5,4 mil restantes”, conta.

O dono do estabelecimento procurou a polícia, assim que descobriu que o Gol era dublê - há um outro com as mesmas placas em Taquaritinga - e, na verdade, havia sido furtado na Capital, no último dia 6. Ontem, Cruz voltou a Bauru e apresentou um recibo de venda com firma reconhecida em Jaú.

Os policiais da DIG, que já o esperavam, desconfiaram do documento em nome de Maria Helena Brunetti Scardoelli, a dona legítima do Gol de Taquaritinga. “Descobrimos que ele falsificou o RG em nome da Maria Helena e colou a foto da mulher dele, Sueli da Silva, e assim conseguiu reconhecer firma do documento”, explica Cardia.

Questionado, Cruz disse à polícia que sua mulher estava em Jaú, para uma consulta médica. Mas os policiais descobriram que ela estava, na verdade, em Bauru em um outro Gol furtado, à espera do marido. O outro carro, placas CPZ 4946, de Boa Esperança do Sul, foi furtado em São Paulo em 30 de novembro do ano passado.

A mulher estava com R$ 650,00, que seriam parte dos R$ 1 mil recebidos pelo outro Gol no dia anterior. O dinheiro e os dois carros foram apreendidos. O casal foi preso e autuado por receptação de veículo furtado, crime que prevê pena de três a oito anos de reclusão, e ainda por uso de documento falso. Cruz foi recolhido à Cadeia Pública de Avaí e Sueli ao Presídio Feminino de Cabrália Paulista.

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