Política

DAE inicia 2004 com R$ 3 milhões

Nélson Gonçalves
| Tempo de leitura: 2 min

O Departamento de Água e Esgoto (DAE) fechou o ano de 2003 com boa performance financeira, apesar do órgão não ter realizado todos os investimentos previstos para o exercício. O saldo no caixa em 31 de dezembro passado foi de exatos R$ 3.114.345,58.

O resultado é significativo se for levado em conta a alegação de carência de recursos para obras e reformas registradas durante todo o ano. O saldo deixado para 2004 chama mais atenção com a revelação de que em 30 de dezembro de 2003 ainda foram desembolsados R$ 1,59 milhão de folha de pagamento.

Apesar do resultado positivo, o tema “sobra de caixa” é tratado com comedimento dentro do DAE. A presidente, Nilcéia de Fátima Paes Lourenço, avalia a situação com moderação. “O ano foi saudável na área financeira, mas ainda não é uma situação confortável porque os investimentos previstos não puderam ser realizados”, avalia.

De qualquer forma, o DAE não teve maiores dificuldades para depositar as folhas de pagamento de dezembro e o 13º. salário para cerca de 700 funcionários e, ainda assim, apresentou um saldo em conta corrente superior ao volume de restos a pagar transferidos para este ano.

Segundo a presidência, os restos a pagar fecharam em R$ 2 milhões no final do ano passado. “Realizamos uma suplementação orçamentária no final do ano para quitar as contas de novembro e dezembro com consumo de energia elétrica, cobrindo um parcelamento com a CPFL”, cita.

A autarquia parcelou, em setembro passado, cerca de R$ 2 milhões em cinco vezes. “Colocamos as contas do ano em dia com energia elétrica, uma das nossas maiores despesas e agora vamos pagar as parcelas acordadas. A situação é estável, mas não é folgada”, ameniza Nilcéia.

A conta mensal com consumo de energia elétrica, segundo a assessoria de imprensa, é de R$ 300 mil, em média. A operação dos poços gera as maiores despesas com energia.

A suplementação orçamentária mencionada pela presidência deu-se em 29 de dezembro, conforme o Diário Oficial do Município (DOM) de ontem. A área de produção e reservação necessitou de R$ 1,682 milhão. A maior parte do valor, segundo Nilcéia, foi para quitar a conta do ano com a CPFL.

A suplementação é uma operação contábil que, em geral, ocorre quando o órgão público dispõe de dinheiro mas não conta com dotação orçamentária para utiliza-lo. “Faltou dotação e esse suplemento ajustou o orçamento”, confirma a presidente.

Por sinal, o resultado orçamentário também foi além do previsto. A lei orçamentária fixou R$ 33 milhões em 2003. “Fechamos o ano com receita de R$ 34 milhão”, conta Nilcéia.

Apesar de alegar dificuldades em investir na ampliação da capacidade de captação e reservação de água, o orçamento da autarquia tem se mostrado generoso na gestão Nilson Costa (PTB). Em 2001, a peça orçamentária foi de R$ 23 milhões. Para 2004, o valor fixado é de R$ 42 milhões, quase o dobro do início do governo.

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